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Projeto pronto para ser votado

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Os professores da rede estadual decidiram ontem pela manutenção da greve, em votação realizada em frente à Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. Os docentes aguardam uma proposta do Governo que atenda às reivindicações da categoria. Eles reiteram posicionamento contrário ao projeto de lei enviado pelo Executivo, que tramita na Assembleia, instituindo o subsídio como forma de remuneração dos servidores da educação e prevê piso de R$ 712,20 para jornada de 24 horas. A matéria já foi liberada para plenário e deverá seguir para votação na próxima semana.

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Queremos é que este projeto seja retirado. Ele não nos interessa. Nem mesmo com as emendas que já foram propostas e rejeitadas. O contingente que está em greve está fechado. Só retornaremos às salas de aula após a aplicação da lei do piso, afirmou a coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Victória de Fátima Mello. Amanhã haverá nova manifestação na capital, durante a inauguração do relógio que fará a contagem regressiva para a Copa. Na terça, quando o projeto de lei deve ser votado, será realizada outra assembleia em frente ao Legislativo.

Em Juiz de Fora, os professores realizaram uma manifestação na Rua Halfeld e, munidos de velas e bolas pretas, comemoraram os cem dias de greve, vendendo fatias de bolo para reforçar o fundo de greve.

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Em nota divulgada à imprensa, o Governo mineiro lamentou a manutenção da greve que, segundo o Estado, atinge apenas 1,2% das escolas e menos de 8% dos professores e está concentrada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A coordenadora regional do Sind-UTE/MG discordou dos números apresentados pela Administração. Eles têm feito isso ao longo da greve, tentando menosprezar o movimento. Pelo nosso levantamento, junto a representantes de todas as regiões, o índice de adesão se mantém em 50% em todo o estado.

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Na última quarta, o Governo anunciou a contratação de 12 mil professores substitutos a fim de minimizar o impacto da greve no calendário escolar. Para Victória, a ação visa a criar impasse entre a categoria e a sociedade. O número de professores parados é muito superior. É uma medida autoritária e inconstitucional. O sindicato já está estudando junto ao departamento jurídico tomar as medidas cabíveis.

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