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Zema lança pré-candidatura à Presidência da República

Romeu Zema foto antonio augusto mpf

Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Foto: Antônio Augusto / MPF)

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O governador Romeu Zema (Novo) lança a sua pré-candidatura à Presidência da República neste sábado (16), durante evento nacional do partido realizado na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

Para a corrida eleitoral de 2026, o Novo substituirá a identidade visual na cor laranja, passando a adotar as cores verde e amarela, associadas, nos últimos anos, ao bolsonarismo. De acordo com o informações do secretário de Comunicação de Minas, Bernardo Santos, a substituição é um “reposicionamento estratégico”.

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Dessa forma, a expectativa é que Zema se apresente como uma alternativa para a direita na corrida eleitoral de 2026, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível e em prisão domiciliar, no aguardo do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

O envento de lançamento da candidatura teve início às 10h e segue até às 18h, com a presença de paralmentares e aliados do Partido Novo. Entre eles, o presidente nacional do partido Eduardo Ribeiro, o senador Eduardo Girão e os deputados federais Adriana Ventura (SP), Marcel van Hattem (RS) e Ricardo Salles (SP).

 

Zema critica governo, judiciário e Bolsa Família

Em discurso, Zema fez críticas à gestão petista e ao judiciário, e ressaltou aspectos de seu período durante a gestão à frente do Executivo mineiro. “Vamos chegar a Brasília para varrer o PT do mapa”, afirmou, acrewscentando que o “lulismo está destruindo o Brasil, precisamos virar essa página”. Zema ainda fez coro aos bolsonaristas mirando o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e dizendo querer acabar com o que chamou de “abusos e perseguição” do magistrado.

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Ao ser questionado sobre como enfrentaria o desafio de conquistar votos do eleitorado no Nordeste, o governador reconheceu a dificuldade, particularmente, da direita, e aproveitou para tecer críticas ao Bolsa Família. “Nós temos de criar um mecanismo de desmame para o Bolsa Família (…). É preferível pagar o Bolsa Família mais três, quatro anos para quem está trabalhando do que ficar pagando trinta, como nós estamos fazendo, para quem fica só fazendo bico.”

Para Zema, Brasil deve se retirar do Brics

Durante o discurso, Zema ainda defendeu a saída do país do Brics afirmando que a união entre as nações “não faz nenhum sentido geográfico”, uma vez que os países que integram o grupo não são latino-americanos. “O Brics é uma colcha de retalhos, um frankenstein”, criticou. Zema defendeu que o País se aproxime de “países democráticos ocidentais que têm uma raiz cultural comum” com o Brasil.

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“Não quer dizer que nós vamos deixar de fazer comércio com todos esses países. É possível assinar acordos bilaterais com Índia, China e Rússia e estarmos aqui fortalecendo uma união regional que faz todo o sentido. Estarmos mais próximos da Europa, dos países da América do Norte, faz muito mais sentido cultural, sentido em termos de democracia e também sentido em termos geográficos”, concluiu.

Ajustes para candidatura não são descartados

Zema não descartou a possibilidade de vir a compor uma chapa com algum outro pré-candidato de direita e centro-direita. Ele afirmou que mantém uma relação próxima com Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem disse “admirar”, e destacou que o governador de São Paulo tem uma aprovação excepcional.

Para ele, o cenário mais provável é o de a direita lançar vários pré-candidatos agora, mas se unir no segundo turno. Ressalvou, porém, que tudo dependerá das conversas políticas ao longo do caminho.

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(Com informações da Agência Estado)

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