Ícone do site Tribuna de Minas

PMDB ensaia deixar oposição em Minas

PUBLICIDADE

O PMDB de Minas está prestes a colocar fim à sua incômoda postura de oposição ao Governo Antônio Anastasia (PSDB). Reunidos em Belo Horizonte na noite de ontem, os oito deputados estaduais peemedebistas decidiram abrir um processo de discussões a fim de romper com o bloco Minas Sem Censura (MSC), então formado por PMDB, PT, PRB e PCdoB. O rompimento não foi definido oficialmente, mas, como a tendência é que se confirme, os parlamentares devem passar a atuar de forma independente na Casa. Os oposicionistas ficarão reduzidos a12 deputados petistas e a um comunista, uma vez que, na última semana, os dois representantes do PRB já haviam debandado. De acordo com o deputado Bruno Siqueira (PMDB), a insatisfação se deve às divergências da legenda com o PT em nível nacional e também ao fato de o PT da capital não citar o PMDB como possível aliado para a disputa pela Prefeitura da capital no ano que vem.

PUBLICIDADE

A provável saída acontece também no momento em que o Governo acena com a possibilidade de começar a contemplar as emendas parlamentares. Interlocutores do Executivo já haviam deixado claro que o radicalismo do MSC afastaria qualquer hipótese de um deputado da oposição ver suas demandas contempladas. Os peemedebistas, que têm maior número de prefeitos no estado, consideram impossível sobreviver politicamente sem as benesses do governador. Por outro lado, as questões do partido levadas aos Governo federal permanecem ainda em aberto, sem nenhuma sinalização. Integrantes do PMDB mineiro também reclamam das promessas não cumpridas de cargos nos segundos e terceiros escalões da União.

As justificativas usadas pelos peemedebistas para deixar o bloco de oposição são muitas e não são novas. Nas eleições de 2010, os candidatos do PMDB não gostaram do veto dos petistas à coligação proporcional. Desde então, a desarticulação do bloco de oposição era considerada questão de tempo. A permanência dos oito deputados do PMDB no bloco por um ano e meio deve-se à insistência do Governo em não negociar com os peemedebistas. A situação, no entanto, começou a mudar com a proximidade das eleições municipais. Com objetivo de eleger o maior número de aliados no estado e assim viabilizar a candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB), os tucanos mineiros abriram canais de comunicação com os peemedebistas.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile