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Manifestantes vão às ruas de JF; ato fecha MG-353

manifestantes foram pelo calcadao ate o parque halfeld leonardo costa15 04 16

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Manifestantes foram pelo Calçadão até o Parque Halfeld (Leonardo Costa/15-04-16)
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Manifestantes foram pelo Calçadão até o Parque Halfeld (Leonardo Costa/15-04-16)

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Um grupo de manifestantes saiu às ruas de Juiz de Fora no início da noite de ontem para um ato público em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra a abertura do processo de impeachment que será votado pelos deputados federais neste domingo em Brasília. Segundo os organizadores, no maior momento de concentração do protesto, cerca de cinco mil pessoas participaram da ação que considera o afastamento de Dilma um golpe à ordem democrática. A avaliação da Polícia Militar (PM) é de que entre 500 e 600 juiz-foranos tenham participado da mobilização.

A manifestação teve cerca de três horas de duração, iniciada com uma concentração na Praça da Estação, no Centro. No local, militantes se revezaram ao microfone de um caminhão de som e, após duas horas, aproximadamente às 19h, o grupo iniciou uma caminhada em direção ao prédio da Câmara Municipal. No trajeto feito pela Rua Halfeld, o trânsito em todas as vias das avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas chegou a ficar fechado por cerca de cinco minutos, de forma alternada, à medida que a caminhada avançava. Na ação, além dos gritos de “democracia” e “não vai ter golpe “, os manifestantes também pediram a saída do presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB).

Por volta das 19h30, os manifestantes chegaram ao Parque Halfeld, e as falas ao microfone foram retomadas. A organização conclamou os presentes à marcarem presença em novo ato agendado para domingo, mais uma vez na Praça da Estação, onde os juiz-foranos pró-Dilma e também contra o impeachment pretendem acompanhar a votação do processo de afastamento na Câmara. Hoje, três ônibus devem deixar a cidade em direção à Brasília para engrossar as ações pela manutenção do mandato da presidente na capital federal. O ato transcorreu sem o registro de incidentes.

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MST ocupa rodovia

Cento e quarenta famílias que integram o assentamento Denis Gonçalves do MST, sediado na fazenda Fortaleza de Sant’Anna, em Goianá, ocuparam ontem um trecho do km 50 da MG-353, entre Goianá e Coronel Pacheco. Os participantes do ato, munidos de faixas, interromperam o trânsito de veículos na estrada com galhos e queima de pneus. De acordo com a liderança do movimento, o ato visava a cumprir uma jornada de luta nacional a favor da democracia e contra o golpe.

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“Nosso é objetivo é dar o recado de que não vamos aceitar o golpe, uma vez que entendemos que o impeachment é um golpe, já que não foi comprovado o cometimento de crime por parte da presidenta Dilma”, enfatizou Tatiana Gomes, uma das líderes. Ela ressaltou que, na verdade, o grupo viria para Juiz de Fora para participar do ato na Praça da Estação. “Estávamos nos formando para ir para Juiz de Fora, mas a empresa de ônibus recusou-se a nos levar. Então resolvemos fazer nossa luta por aqui”, afirmou Tatiana, acrescentando que o trânsito deveria ficar parado por tempo indeterminado.

A Polícia Militar Rodoviária (PMR) informou que viaturas foram enviadas para o local do ato, a fim de garantir a segurança no rodovia. Por volta das 17h, segundo a PMR, manifestantes ainda estavam na rodovia, mas o trânsito já seguia normalmente. Não foram registradas ocorrências policiais ao longo da manifestação.

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