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Fernando Rainho morre aos 73 anos

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Político tinha 73 anos e sofria de pericardite
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Político tinha 73 anos e sofria de pericardite

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Morreu na madrugada de ontem, em São Paulo, aos 73 anos, o ex-deputado estadual Fernando Rainho. Ele sofria de pericardite, inflação na membrana que envolve o coração, contra a qual lutava desde novembro do ano passado. Natural de Juiz de Fora, Rainho estava internado há mais de quatro meses no Hospital São Luiz, no Bairro Morumbi. O corpo está sendo velado na capela 3 do Cemitério Parque da Saudade, onde será sepultado hoje, às 16h. O ex-deputado deixa mulher e quatro filhos.

Entre os amigos mais próximos, a notícia foi recebida com emoção. "Foi uma morte muito prematura e uma perda irreparável na história, sobretudo política e cultural, de Juiz de Fora", lamentou o engenheiro e amigo, José Alberto Bedendo. Conselheiro federal da OAB, o advogado e também amigo Paulo Roberto Medina, vai além. "A morte do Rainho, como a do Mello Reis, no ano passado, traz a sensação de que toda uma geração está desaparecendo. Foi um companheiro de muitas lutas e, sem dúvidas, fará muita falta."

Bacharel em Direito, Fernando Antônio Rainho Thomáz Ribeiro foi um importante político durante a década de 1970, quando se tornou secretário de Governo da Prefeitura e, posteriormente, deputado estadual. Mas foi antes, na década de 1960, que a vocação política emergiu, por entre os corredores da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

"Nós fomos contemporâneos, apesar do Rainho ter se formado um ano depois. Eu me recordo com muita nitidez a eleição de 1961 para o Diretório Acadêmico. Eu era o atual presidente do diretório e apoiava a candidatura do Rainho. A sua vitória, neste ano, foi muito comemorada por nós", se lembra Medina, que, depois de formado, dirigiu junto com Rainho a Faculdade de Direito. O ex-deputado também foi professor de direito constitucional na UFJF, além de ter ajudado a fundar outras duas importante escolas superiores da cidade, o Centro de Ensino Superior (CES) e a Estácio de Sá, da qual foi reitor. Em 1977, integrou o primeiro escalão do Governo Mello Reis, de quem foi braço direito, ocupando a Secretaria de Governo. Logo após, concorreu e venceu as eleições para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foi deputado estadual entre 1983-1987 pelo extinto Partido Democrático Social (PDS).

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Filho da escritora juiz-forana, Cleonice Rainho, Fernando também desempenhava importante papel no meio cultural. Atualmente compunha o Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio, do qual Douglas Fazzolato, diretor do museu, se recorda do último encontro. "Rainho era um dos mais dedicados e atuantes conselheiros, e, sobretudo nesta ocasião, demonstrou suas preocupação com a duração da restauração e com a reabertura do museu."

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