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Painel eletrônico e ponto biométrico na Câmara

perto de deixar a presidencia da casa julio diz que nao desistiu de lutar por nova sede

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Perto de deixar a presidência da Casa, Julio diz que não desistiu de lutar por nova sede
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Perto de deixar a presidência da Casa, Julio diz que não desistiu de lutar por nova sede

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Depois da primeira transmissão ao vivo feita pela TV Câmara, a atual gestão da Mesa Diretora do Legislativo municipal espera instalar, até o final deste mês, o painel eletrônico e o sistema de ponto biométrico em cada uma das 19 bancadas que compõem o plenário juiz-forano, que medirá a pontualidade e a presença dos vereadores durante as reuniões e as audiências públicas. As medidas, que custaram R$ 360 mil aos cofres da Câmara, trarão mais visibilidade, acesso e cobrança aos trabalhos executados pelos parlamentares, pelo menos, na visão do presidente da Casa, o vereador Julio Gasparette (PMDB), que encerra seu mandato em dezembro.

O painel eletrônico vai organizar as votações, tanto para quem participa como para quem acompanha. No equipamento, constarão nomes de todos os vereadores, titulo do projeto em votação e espaço para transmissão de imagens externas e da TV Câmara. A tecnologia é equivalente a adotada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Senado e Câmara dos Deputados. “De ano para ano, o descrédito em cima dos políticos tem crescido muito. O painel será uma forma para aproximar o político eleito da sociedade, para que ela possa reconhecer o trabalho realizado diariamente. Com estas transformação, podemos melhorar a imagem que as pessoas têm sobre os políticos”, acredita Julio.

Para o parlamentar, o compromisso com a transparência sempre permeou as ações realizadas pela Mesa e, a exemplo disto, ele pontua a retomada do projeto da TV Câmara – idealizado há 14 anos pelo ex-vereador Paulo Rogério dos Santos -, a criação da Rádio Câmara e a aprovação da Lei de Acesso à Informação, que permitiu à população o acesso à prestação de contas e aos gastos realizados pelos vereadores. “Este conjunto de iniciativas deram continuidade ao processo de informatização que a Casa iniciou nos últimos dois anos.”

Embora considere que 90% das metas traçadas no início da gestão tenham sido cumpridas, Gasparette lamenta o fato de não ter conseguido erguer o novo prédio do Legislativo. “Mesmo fora da Mesa, continuarei trabalhando para conseguir a construção do prédio, pois o atual Parlamento está muito velho e as reformas custam muito caro. A dificuldade que encontramos agora para esta obra é mais política do que financeira”. Segundo o presidente, as conversas com a Caixa Econômica Federal , por enquanto, estão suspensas, mas há interesse em retomá-las no próximo ano. “A intenção é que a Caixa tenha um andar no prédio, de forma a instalar uma agência. Isto iria permitir a execução da obra sem depender do apoio da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).”

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Para a próxima gestão

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Faltando 19 dias para a escolha da nova Mesa Diretora, que deve ser disputada entre os vereadores Ana Rossignoli (PDT) e Rodrigo Mattos (PSDB), no dia 3 de dezembro, Julio afirma que algumas pendências ficarão para um deles. Entre elas, segundo o presidente da Casa, é dar continuidade aos trabalhos da TV Câmara, a partir da liberação do canal digital, que deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2015, e estreitar parcerias com entidades para a produção de programas a serem exibidos pela TV.

Outra medida que a atual gestão deve deixar engatilhada será o edital para a reformulação do site da Câmara. “Com tudo que temos feito, o site ficou defasado. Ele precisa ser modernizado para abrigar estas mudanças.” O parlamentar também pretende finalizar a documentação de mais um concurso – o quarto realizado em sua gestão -, que abrirá dez postos de trabalho, sendo dois para advogados e um para contador. O restante será para cargos administrativos. “Os serviços ofertados pela Câmara cresceram, e com isso, aumentou o número de atendimentos. Hoje registramos mais de 20 mil atendimentos por mês”.

O presidente avalia que a Mesa Diretora exerceu sua função com muita inteligência e soube aproveitar o máximo de tempo para discutir projetos e propostas. “Saio com a sensação de que cumprimos o nosso papel. Nestes dois anos, tivemos muitos serviços, e os executamos com muita responsabilidade.”

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