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Manifestantes voltam às ruas de Juiz de Fora

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Atualizada às 21h32

O Dia do Professor foi marcado por manifestações em várias cidades do país nesta terça-feira (15). Os protestos aconteceram em apoio à mobilização dos profissionais da rede municipal de educação do Rio de Janeiro, em greve desde o dia 8 de agosto. Entre os municípios que registraram atos populares está Juiz de Fora, onde dezenas de ativistas participaram de um ato que durou aproximadamente duas horas. As reivindicações foram pautadas pela situação vividas pelos docentes cariocas, que travam queda de braço com o Governo e lutam por melhores condições de trabalho. Durante quase duas horas, manifestantes ligados a sindicatos, partidos de esquerda, movimento estudantil, centrais sindicais e grupos anarquistas realizaram uma ação sem incidentes, entre 17h e 19h.

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"Estamos aqui para manifestar nosso apoio aos professores no Rio de Janeiro. É mais uma ação apartidária", destacou a dona de casa Ursula Bettzaida. A manifestação seguiu o modelo das registradas na cidade em junho e foi convocada pelas redes sociais. Na avaliação de alguns presentes, o protesto contou com a participação de aproximadamente 70 pessoas, menos de 10% das pessoas que confirmaram presença no evento pelo Facebook. Os ataques mais uma vez foram direcionados à realização da Copa do Mundo no Brasil e aos governantes em geral. Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi o mais criticado. "Hoje é o Dia do Professor, e a nossa presença nas ruas é fundamental. É uma forma de prestarmos solidariedade aos nossos colegas que estão sendo criminalizados e brutalmente repreendidos no Rio", afirma Victória Mello, militante do PSTU, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

Após concentração em frente à Câmara, os manifestantes seguiram em passeata pela Rua Halfeld até a Avenida Getúlio Vargas. No cruzamento das duas vias, o grupo chegou a reter o trânsito, antes de seguir até a Praça Antônio Carlos. Ao todo, a circulação de veículos no local foi comprometida durante pouco mais de 20 minutos. Não houve tumulto, mas o rumo da ação poderia ter sido diferente. Uma pessoa ligada aos anarquistas disse que grupo segue a linha dos "Black blocks" e aventou a possibilidade de ocupação do Palácio Barbosa Lima. A disposição, entretanto, foi abortada. Com a presença de muitos mascarados, os ativistas criticaram o projeto de lei da vereadora Ana Rossignoli (PDT), que pretende proibir o uso de máscaras em manifestações públicas na cidade, a exemplo do que já acontece no Rio de Janeiro.

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Ao final do ato, o grupo realizou uma breve assembleia ao ar livre, em que foi comunicado um novo protesto para essa quinta-feira. Dessa vez, o alvo da indignação será o leilão para exploração de óleo e gás natural na área de Libra, o primeiro do pré-sal sob o regime de partilha, marcado para 21 de outubro.

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