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Grevistas religam sistemas de comunicação da UFJF

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Apenas plataforma Moodle permanece lacrada
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Apenas plataforma Moodle permanece lacrada

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Após quase cinco dias fora do ar, os telefones e a internet da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foram restabelecidos no início da noite de ontem. O apagão nos serviços de comunicação foi solucionado após deliberação do comando local de greve dos trabalhadores técnicos administrativos, que retirou o lacre simbólico feito na última sexta-feira no Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional (CGCO). A medida permitiu que os equipamentos do setor, que opera como uma central de processamentos de dados da UFJF, fossem religados.

De acordo com os grevistas, a queda dos sistemas responsáveis pelos telefones e internet da universidade não foi proposital. Porém, o fechamento da unidade, que funciona no Campus, coincidiu com um desligamento de energia, previamente agendado pela Cemig. O corte ocasionou a interrupção dos aparelhos, que só foram religados ontem. Inicialmente, a intenção dos servidores era impedir a manutenção de duas ferramentas virtuais, o Siga Acadêmico, para evitar a realização de matrículas; e a plataforma Moodle, responsável por serviços de educação à distância. Apenas a última permanece lacrada.

 

"Um dos pontos principais que nos levaram a tomar essa decisão foi a questão do pagamento dos bolsistas (feito pelo Siga Acadêmico), que tem que ser lançado até quinta-feira (amanhã). Desde o início da greve, deliberamos que o movimento não traria prejuízos para nenhuma categoria. Por isso, resolvemos retirar o lacre do CGCO, porém, sem perder o norte, já que lacramos o equipamento que dá suporte à plataforma Moodle", afirma Lucas Simeão, coordenador geral do sindicato que representa os técnico-administrativos da UFJF, o Sintufejuf.

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Antes da decisão, os grevistas fizeram uma reunião com o vice-reitor da UFJF e reitor em exercício, José Luiz Resende Pereira, que voltou a ratificar a preocupação da instituição com o comprometimento de serviços devido à greve dos técnico-administrativos, que já completa 65 dias. O comando de greve dos servidores tentaram negociar o restabelecimento do sistema, propondo que o Siga e o Moodle permanecessem inoperantes. Por questões legais, o reitor deixou claro que a decisão não cabia à Administração. A decisão ficou nas mãos dos servidores, que optaram por lacrar apenas o equipamento que dá suporte às iniciativas ligadas ao ensino à distância.

 

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Mobilização

Os problemas, principalmente os causados pela queda dos serviços de internet da UFJF, mobilizou cerca de 60 estudantes que se deslocaram até a reitoria para cobrar uma solução para o impasse. Os discentes, que se mobilizaram pelo Facebook, fizeram questão de afirmar que aquela não era uma manifestação contrária à greve. A preocupação era com a inoperância da central dados, comprometendo o acesso a ferramentas importantes, como os serviços de correio eletrônico institucional. O grupo foi impedido pelos grevistas de participar da reunião com representantes da Reitoria, mas deixou o local satisfeito com o comunicado de que os sistemas de comunicação seriam religados.

Por volta das 19h, o site oficial da UFJF já estava no ar. Em uma avaliação inicial de técnicos do CGCO, nenhum equipamento foi avariado durante a queda de energia e o período em que a central de dados ficou lacrada. A estimativa é de que o Siga Acadêmico, telefones, e-mails e demais ferramentas virtuais, excetuando-se o Moodle, já estejam funcionando normalmente hoje.

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