Ícone do site Tribuna de Minas

Wadson deixa mandato na Câmara

wadson ribeiro mostrou tranquilidade em relacao a volta dos titulares leonardo costa

wadson-ribeiro-mostrou-tranquilidade-em-relacao-a-volta-dos-titulares-leonardo-costa

Wadson Ribeiro mostrou tranquilidade em relação à volta dos titulares (leonardo costa)
PUBLICIDADE

Wadson Ribeiro mostrou tranquilidade em relação à volta dos titulares (leonardo costa)

PUBLICIDADE

As movimentações dos governistas nos esforços para reunir os votos necessários para barrar o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados resultaram em uma baixa na bancada de deputados federais eleitos por Juiz de Fora. Com a opção pela liberação dos parlamentares eleitos como titulares, que exerciam cargos executivos nos Governo federal para a votação deste domingo, Wadson Ribeiro (PCdoB), que ocupava uma cadeira como suplente, está afastado do cargo desde ontem. Assim, o número de representantes juiz-foranos no Congresso cai de quatro para três, contando ainda com Júlio Delgado (PSB), Marcus Pestana (PSDB) e Margarida Salomão (PT). O trio participa normalmente da apreciação do impeachment. Júlio e Pestana são favoráveis ao afastamento de Dilma. Margarida é contra, mesmo posicionamento que seria adotado por Wadson caso ainda reservasse direito a voto.

Entre os parlamentares eleitos titulares nas eleições de 2014 pela coligação “Minas Pra Você” (PT/ PMDB/PCdoB/PROS/PRB), reassumem os mandatos três ex-ministros ligados ao PMDB – Mauro Lopes, da Aviação Civil; Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação; e Marcelo Castro, da Saúde -, além do petista Patrus Ananias, que respondia pelo Desenvolvimento Agrário. As exonerações foram publicadas no “Diário Oficial da União” (DOU) de ontem. Com a mudança, o Governo espera ter garantido pelo mais dois votos contrários ao impedimento da presidente Dilma, com a substituição de parlamentares que ainda se mostravam indecisos sobre seus votos. A oposição também prepara movimentação similar, com a exoneração de titulares que ocupam cargos em governos estaduais de partidos favoráveis ao impeachment.

Em contato com a reportagem, Wadson mostrou tranquilidade com a opção dos titulares em retornarem a seus mandatos para participar da votação. “Não havia dúvida com relação ao meu voto contrário ao impedimento”. O juiz-forano seguirá em Brasília nos próximos dias e está disposto a participar das articulações dos governistas em busca dos 172 votos necessários para barrar o processo de impeachment. “A oposição utiliza a ferramenta de dizer que já tem os votos necessários, o que não é verdade. Querem com isso pescar os indecisos. Na verdade, nenhum lado já tem a votação necessária, e os próximos dias serão importantes. Considero mais difícil o papel da oposição, que precisa garantir 342 votos”, considerou Wadson, que, ontem, participou do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia, que reúne deputados e senadores.

Futuro indefinido

PUBLICIDADE

Assim como o destino da presidente, o futuro de Wadson – quarto suplente em sua coligação – em Brasília está em aberto. Caso a Câmara barre o processo de impeachment de Dilma, a tendência é de que os quatro ministros exonerados retornem para a Esplanada dos Ministérios, garantindo ao juiz-forano o retorno à cadeira na Câmara dos Deputados. Em caso de afastamento da petista e um possível Governo encabeçado pelo vice-presidente Michel Temer, a retomada do mandato poderia ser viabilizada caso Temer opte pela construção de uma equipe ministerial formada por, pelo menos, quatro deputados eleitos pelo PMDB em 2014 – ou, o que é mais improvável, com a opção de parlamentares com mandatos oriundos de PT, PcdoB, PROS ou PRB. Um possível afastamento definitivo do Congresso, porém, pode engrossar o coro daqueles que defendem uma candidatura do PCdoB à Prefeitura de Juiz de Fora, nas eleições de outubro. O partido já manifestou anseios em lançar um postulante ao Município, cenário em que Wadson aparece como nome natural.

Sair da versão mobile