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Servidor da PJF abre campanha por 18%

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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), que abriga o maior número de categorias do funcionalismo público municipal, definiu ontem a pauta de reivindicações da categoria, com índice de reajuste de 18%, sendo 8% referentes ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) dos últimos 12 meses, e 10% a título de recomposição de perdas. Várias demandas específicas também integram a pauta a ser apresentada ao secretário de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour. A possibilidade de uma negociação com outras entidades sindicais, como chegou a acontecer durante a gestão Custódio Mattos (PSDB), quando os sindicatos dos Professores (Sinpro), dos Médicos, dos Engenheiros (Senge), além do próprio Sinserpu, caminharam com índice único, mesmo não tendo sido avaliada, está descartada frente as diferenças das demandas.

De acordo com o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, a expectativa quanto à primeira negociação com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) é a melhor possível. O servidor público municipal acompanhou de forma atenta os debates nas últimas eleições municipais e pode perceber uma preocupação muito grande do prefeito com a valorização da categoria. Ele revelou, por várias vezes, saber das necessidades dos servidores por conta da sua experiência como vereador, presidente da Câmara e deputado estadual. Isso tudo nos deixa muito à vontade para negociar. Ainda assim, ao abrir a assembleia extraordinária no início da noite de ontem, o dirigente pregou cautela aos trabalhadores presentes. Estamos muito entusiasmados, mas vamos saber primeiro se o discurso vai ser condizente com a prática.

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Em entrevista à Tribuna no final de fevereiro, Alexandre Jabour, que deve conduzir as negociações, afirmou que tinha conhecimento das expectativas das categorias do funcionalismo público municipal e que se valeria de transparência e seriedade para não frustrar os trabalhadores. Ele ponderou, na ocasião, que haverá boa vontade por parte do prefeito e dos demais secretários, mas, da mesma forma, haverá limitações financeiras e legais para atender todas as demandas. Além da compreensão quanto aos anseios dos servidores em relação ao novo Governo, é consenso na Prefeitura o fato de as relações com os sindicatos dos servidores públicos municipais terem se desgastado muito durante a última administração. Embora o prefeito seja outro, bem como sua equipe, as demandas permanecem as mesmas, bem como os representantes sindicais envolvidos na campanha salarial.

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