A esperada tranquilidade na votação da mensagem do Executivo definindo os valores e a forma de cobrança do IPTU e da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRS) para 2013 acabou não se confirmando. Uma revolta iniciada por vereadores ainda insatisfeitos com a repercussão do aumento do IPTU, promovido pela atual gestão Custódio Mattos (PSDB), mobilizou aliados do prefeito eleito Bruno Siqueira (PMDB). Após discursos contundentes de Chico Evangelista (PP) e Antônio Martins (Tico-Tico, PP), o texto com a correção inflacionária da taxa de lixo e os percentuais para pagamento à vista de 8% para imóveis sem débitos relacionados à inscrição imobiliária e de 5% para os casos com débitos foi derrotado em primeira discussão. Para evitar nova derrota, a bancada do PMDB chegou a pensar em pedir vista, mas acabou não sendo necessário. O vereador José Emanuel (PSC), que havia votado contra a matéria, pediu adiamento para colocar uma emenda supressiva. Com isso, ele espera tirar da proposta apenas a correção inflacionária e manter os desconto para pagamento à vista.
A estratégia de José Emanuel, no entanto, não deve obter resultado. Mesmo com os votos da bancada do PT – Flávio Cheker, Roberto Cupolillo e Wanderson Castelar -, do PDT – Ana Rosignolli e José Fiorilo – e do PP – Chico Evangelista e Tico-Tico -, a mensagem deve ser aprovada como veio do Executivo. A derrota na sessão de ontem aconteceu apenas porque, durante a votação, Carlos Bonifácio (PRP), Isauro Calais (PDT) e Noraldino Júnior (PSC), que votariam de forma favorável, não estavam presentes. Os três devem comparecer na reunião da manhã de hoje. Além disso, Luiz Carlos Santos (PTC) e José Sóter de Figueirôa (PMDB) tentavam até o término da sessão convencer os demais vereadores sobre a importância dos recursos da taxa do lixo para a próxima gestão. A empreitada, entretanto, não é das mais fáceis.
