Apesar da suspensão da greve, permanece a falta de entendimento com a PJF e o descontentamento dos professores, que já se articulam para levar às ruas uma mobilização política contra o prefeito. O impasse é tanto que nem em relação ao calendário de reposição das aulas chegou-se a um acordo. Na manhã de ontem, a secretária de Educação, Eleuza Barboza, apresentou sua proposta ao Sinpro, com aulas em no máximo oitos sábados, nas emendas dos feriados de outubro e novembro, na margem de segurança do planejamento escolar e durante dez dias de dezembro, de 19 a 23 e de 26 a 30. Algumas escolas ainda teriam que entrar com aulas na primeira semana de janeiro.
Os docentes, contudo, rejeitaram o calendário na assembleia ontem. "A categoria considerou a proposta intransigente e punitiva. Por isso, vamos usar o princípio da autonomia escolar, que é um dos maiores valores da educação, e cada escola montará o seu calendário para iniciar a reposição imediatamente", justificou Oleg Abramov. A secretária de Educação afirmou que a autonomia de cada escola é um dos princípios da pasta, podendo cada instituição montar seu calendário, mas dentro dos parâmetros apresentados.
