Os sindicatos representantes dos servidores públicos municipais encerraram ontem a semana de negociação das pautas específicas de cada categoria com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, e com o prefeito Custódio Mattos (PSDB), no caso dos médicos. O balanço dos sindicalistas é de que ainda há muito para avançar em todas as propostas. Enquanto isso, dirigentes dos sindicatos dos professores (Sinpro), médicos e servidores (Sinserpu) marcaram assembleias para a próxima semana para apresentar as respostas da Prefeitura às suas reivindicações. As atenções vão estar voltadas para a quarta e a quinta-feira, quando se reúnem, respectivamente, médicos e professores. Os primeiros vão avaliar a permanência do movimento grevista, enquanto os outros não descartam deflagrar uma greve. Na terça-feira, o Sinserpu fará sua primeira assembleia, mas não há ameaça de greve por ora. O mesmo acontece com engenheiros e odontólogos.
Incorporação de abono
O presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira, esteve na mesa de negociação na quinta-feira e ontem, mas sem muito avanço. Estamos negociando a incorporação do abono aos salários dos servidores e também um aumento do tíquete alimentação. Não vamos abrir mão dessas reivindicações. No caso dos médicos, segundo Gilson Salomão, que representa a categoria, na segunda-feira, haverá uma nova tentativa de acordo com a Administração. A classe reivindica aumento de salário e plano de carreira. Os engenheiros, que conversaram com Valverde na quinta-feira, pedem equiparação dos salários com os vencimentos dos procuradores do município. João Queiroz, presidente do Senge, apresentou ao secretário uma tabela que retrata a defasagem dos salários do engenheiros da Prefeitura em relação aos vencimentos pagos em Juiz de Fora e região. A categoria volta à mesa de negociação na tarde da próxima terça-feira.
