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210 prefeitos são cassados no país

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Dos 5.563 prefeitos eleitos nas últimas eleições municipais, 383 não exercem mais seus mandatos. Desse total, 210, ou 54%, caíram em decorrência de processos de cassação por infrações à legislação eleitoral. A segunda causa das baixas nos executivos é a morte, verificada em 56 localidades do país, sendo oito por assassinato ou suicídio. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que mostra também as mudanças na correlação de forças dos partidos em relação ao número de prefeitos filiados. O PMDB, atualmente à frente de 1.177 municípios, segue como recordista, mesmo tendo perdido 22 representantes desde 2008. O PSDB, em segundo lugar, também encolheu, caindo de 789 para 736 prefeituras. O PT, por sua vez, conseguiu ganhar a adesão de mais 11 chefes de executivos municipais, contabilizando hoje 564 prefeituras, mesmo assim permaneceu em terceiro lugar. A principal rota daqueles que deixaram as legendas pelas quais se elegeram foi o PSD, criado no ano passado pelas mãos do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A nova sigla reúne hoje 270 prefeitos.

Quem mais contribuiu para o sucesso do PSD, conforme a pesquisa da CNM, foi o DEM, antigo partido de Kassab. Depois de conseguir eleger 500 prefeitos em 2008, o DEM conta hoje com 395 mandatários municipais em suas fileiras. De uma forma geral, os partidos de oposição ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) sofreram desidratação.O PSDB, que polariza com os petistas, perdeu 53 prefeituras. O PPS também viu sua presença diminuir nos executivos municipais. No caso específico de Minas, estado com maior número de municípios do país (853), a força dos tucanos ainda persiste. Depois de oito anos de Aécio Neves (PSDB) e o primeiro ano de Antonio Anastasia (PSDB) à frente do Governo de Minas, O PSDB mineiro segue com maior número de prefeitos: 155. O PMDB vem em seguida com 128 prefeitos e, terceira colocação, aparece o PT, com 101. O PSD conseguiu a adesão de 11 chefes de executivos.

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Minas e Piauí

Minas, ao lado do Piauí, registrou o recorde desanimador. Cada um dos dois estados contabilizou 29 prefeitos cassados. Em seguida aparece o Paraná, com 14, e Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 12 mudanças de prefeitos em função de cassação. Proporcionalmente, entretanto, no Acre é que ocorre a maior incidência de cassações – um sexto dos prefeitos do estado perdeu o mandato por alguma irregularidade ou crime. As cassações por infração à lei eleitoral representam 22,8% dos casos de afastamento; os atos de improbidade administrativa, 36,6% e, os demais casos, 39%. Quanto aos crimes eleitorais, os casos mais comuns detectados pela Justiça eleitoral foram tentativa de comprar voto e uso de materiais e serviços custeados pelo Governo na campanha. Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, cresce a importância de discutir medidas preventivas com os atuais gestores, para dirimir os riscos de cassação, principalmente neste ano de eleições municipais.

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