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Sem receber 13º, Polícia Civil de Minas Gerais ameaça parar

policia civil
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Em razão da ausência de pagamento do 13º salário, entidades representativas dos servidores públicos do estado, ligados à Intersindical de Minas Gerais, se reunirão, na próxima quarta-feira (16), em Belo Horizonte, para unificação das pautas da categoria em busca de negociação com o governador Romeu Zema (Novo). Entretanto, organizações como o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol) têm agendas próprias. A categoria já ameaça realizar greve geral caso não haja entendimento com o Governo de Minas.

“Estamos nos articulando com o Governo, mas, também, mobilizando as ruas. Se o Governo Zema não cumprir, uma assembleia geral unificada das forças de segurança será convocada na próxima semana, e um colapso no sistema de segurança pública pode ocorrer”, afirmou Marcelo Armstrong, vice-presidente do Sindpol. Nesta quarta, às 14h, o sindicato fará uma manifestação na Praça Sete de Setembro, na capital mineira.

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Conforme o sindicalista, em caso de insucesso na negociação com o Executivo, a intenção é mobilizar uma greve geral. “O desrespeito é muito grande. (O governador) já repassou verba para as prefeituras e não priorizou o servidor público. Os recursos humanos são o que Minas têm de mais importante e valioso. O pessoal está indignado. Queremos um planejamento. O grande problema é esse. O governador está desrespeitando toda a categoria quando não tem nem um cronograma (para pagamento) do décimo terceiro.”

Junto aos policiais civis, os policiais militares farão, na próxima quinta-feira (17), às 8h, na Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado, em Belo Horizonte, ato na posse do novo c comandante-geral da corporação, Giovane Gomes da Silva, nomeado por Zema.

Eleita deputada em outubro, Beatriz Cerqueira (PT), ex-coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), também está mobilizando sindicalistas de várias categorias, na quarta, no gabinete do deputado Rogério Correia (PT), no Legislativo. A proposta é dialogar com futuros quadros do parlamento mineiro, que tomam posse no dia 1º de fevereiro na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em nota encaminhada à reportagem, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) responsabilizou a gestão Fernando Pimentel (PT) pela falta de pagamento. “Conforme entrevistas concedidas pelo governador Romeu Zema, haverá todos os esforços para que o décimo terceiro salário seja pago ainda neste ano. (…) Também há possibilidade, ainda sendo analisada pela equipe de finanças, de que haja, infelizmente, o parcelamento do décimo terceiro, em face da situação financeira crítica do Estado de Minas Gerais.”

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Sindifisco critica priorização de categorias

Outra entidade que irá participar do encontro da Intersindical será o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco). Conforme o presidente do Sindifisco, Marco Antonio Couto dos Santos, embora não descarte a possibilidade de paralisação, a prioridade é conversar com o Executivo. “A gente não descarta nenhuma hipótese. Primeiro, a gente quer sentar com o Governo e ouvi-lo. Não tivemos ainda a oportunidade. Inclusive, temos outras demandas que estamos reivindicando.”

Entretanto, críticas como a priorização de determinadas categorias na escala de pagamento dos salários referentes a dezembro foram feitas. “O Governo entrou há dez dias, mas já se equivocou na escala, privilegiando categorias em detrimento de outras.”

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O presidente Sindifisco lembrou, ainda, os problemas causados pela exoneração em massa. “A Secretaria de Fazenda está travada, inclusive, com possibilidade de ter até queda da receita. As unidades executivas – delegacias fiscais e administrações fazendárias – estão desarticuladas. Não tem nenhum delegado nem coordenador reconduzido. Uma série de serviços estão sendo prejudicados, arrastados, nesses últimos dez dias.”

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