Representantes da Câmara e de Prefeitura voltaram a discutir ontem a situação das 19 famílias alojadas no Cesporte, após desocupação de residências utilizadas de forma irregular no Condomínio Novo Triunfo II, na Zona Norte, ocorrida em dezembro. Representado pelo vereador Julio Gasparette (PMDB), o Legislativo intermediou um debate que reuniu representantes do Panathlon e os secretários municipais de Esporte e Lazer, Carlos Bonifácio; de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker; de Governo, José Sóter de Figueirôa; e de Agropecuária e Abastecimento Francisco Canalli.
A agremiação reclama que teve sua sede, que também funciona no Cesporte, invadida. As conversas não resultaram em uma equação para o problema dos alojados ou do Panathlon, e novos avanços são aguardados para a próxima quinta-feira, quando o Palácio Barbosa Lima deve sediar nova rodada de negociação da Mesa de Diálogo e Negociação Permanente com Ocupações Urbanas e Rurais, que virá à cidade para tratar do assunto.
Em reunião da mesa de diálogo realizada na última terça-feira em Belo Horizonte, o Estado sinalizou com a possibilidade de arcar com a suplementação do auxílio-moradia que vem sendo oferecido às famílias pela Prefeitura. Caso a possibilidade se confirme, o valor poderia saltar de R$ 240 para R$ 500, a serem pagos em uma parceria entre as esferas municipal e estadual. Representante da Câmara no encontro da capital, o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT) considerou a sinalização um avanço nas negociações.
Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social reforçou que “trabalha, desde o início, com foco na reinserção dos desalojados às residências que habitavam antes da invasão do empreendimento Novo Triunfo. Já aquelas pessoas que não tiverem esta possibilidade, é oferecido o aluguel social, conforme os critérios definidos pela Comissão Municipal de Auxilio-Moradia (Comam), uma vez que o abrigamento realizado no Cesporte tem caráter temporário e provisório.”
