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Polícia Civil vai aderir à paralisação

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Delegados e agentes da Polícia Civil de Juiz de Fora devem aderir à paralisação, no próximo dia 27, quando os servidores públicos estaduais planejam cruzar os braços por 24 horas. O protesto é uma reação ao anúncio do Governo mineiro de atrasar os salários de dezembro, previsto para ser pago hoje, e da possibilidade de ocorrer escalonamentos nos próximos meses. Doze categorias vinculadas ao Estado integram a paralisação, decidida em assembleia intersindical na segunda-feira. Os policiais também cobram reajustes salariais e melhores condições de trabalho. Em Belo Horizonte, desde a última sexta-feira, eles fazem uma espécie de “operação tartaruga”, atendendo apenas as ocorrências de prisão em flagrante. A Polícia Civil, entretanto, nega o movimento na corporação.

Em Juiz de Fora, de acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol/Zona da Mata), Ribamar Campos Barra, a seção regional ainda aguarda decisão do órgão na capital mineira sobre a adesão ou não ao movimento. “Uma reunião será realizada nos próximos dias”, afirmou o sindicalista, informando que ainda não há uma data para o encontro. Todavia, o representante do Sindpol sinalizou participação na paralisação do próximo dia 27. “A Polícia Civil de Juiz de Fora deverá aderir a este movimento. Estamos em constante debate com o Governo, mas ainda não conseguimos um posicionamento”.

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Ontem, um delegado da Delegacia de Santa Terezinha, que não quis ser identificado, relatou à reportagem que o atendimento em algumas unidades da 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora também está reduzido. “Nossa delegacia sofre com um déficit de pessoal. Não temos agentes o suficiente para o trabalho de investigação. Nossas viaturas estão sucateadas, o que acaba prejudicando a resposta que teríamos que dar à sociedade”, relatou o policial.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Defesa Social (Seds) informou que assuntos como reajuste salarial, greve e competências das categorias deveriam ser respondidas pela Polícia Civil. A Tribuna entrou em contato com a assessoria de comunicação da corporação, em Belo Horizonte, mas não obteve resposta.

Negociação

O Sindipol/MG informou que hoje o salário inicial para agente e escrivão é de R$ 1.775. A intenção é de elevar o valor para R$ 4.707,00. Já a remuneração do delegado é de R$ 4.971, e o objetivo é aumentar para R$ 10.935,00. As categorias ainda solicitam a implantação da exigência do nível superior para os cargos de agente, escrivão e carreira jurídica para delegados; readequação do salário dos servidores do setor administrativo e regulamentação das 40 horas semanais para todos os servidores.

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