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Greve de médicos é mantida

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Em greve há dez dias, os médicos servidores da Prefeitura decidiram ontem manter a paralisação por tempo indeterminado e intensificar o movimento, a fim de conquistar o apoio da população às reivindicações da categoria. Durante assembleia realizada na Sociedade de Medicina, o vereador José Laerte (PSDB), integrante da bancada médica da Câmara, frisou a necessidade de o comitê grevista produzir uma nota explicativa para distribuir em todas as unidades de saúde do município atingidas pela mobilização. O cidadão precisa saber que, se não está sendo atendido, é porque o médico não tem condições de trabalhar, enfatizou, sob aplausos dos trabalhadores. Ele também sugeriu ao Sindicato dos Médicos que busque respaldo das prefeituras dos municípios menores que precisam do atendimento à saúde de Juiz de Fora, para que os governantes ajudem na interlocução com a PJF. A greve é um instrumento político, então temos que agir politicamente, destacou.

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O secretário-geral do Sindicato dos Médicos, Geraldo Sette, ressaltou que o movimento já recebeu manifestações de várias entidades, inclusive a Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Ele considerou ainda que é necessário manter o nível da paralisação a fim de infligir um desgaste político ao Executivo. Devemos convencer a opinião pública da justeza das nossas reivindicações e de que elas contemplam as necessidades de atendimento no SUS, declarou. Sobre a possibilidade de corte de ponto, o presidente do sindicato, Gilson Salomão, reiterou que os servidores não encerrarão a greve sob ameaças. Só voltamos com a garantia de pagamento de todos os dias parados. Se não houver isso, não voltamos de jeito nenhum.

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