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Terceiriza culpa contratantes por atrasos

trabalhadores interrompem transito no campus da ufjf no inicio da manha

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Trabalhadores interrompem trânsito no Campus da UFJF no início da manhã
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Trabalhadores interrompem trânsito no Campus da UFJF no início da manhã

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Extensa fila de carros se formou até a liberação da pista pelos manifestantes

O setor jurídico da Terceiriza, empresa prestadora de serviços a UFJF, Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e Hospital Universitário (HU), justificou que o atraso no acerto dos funcionários foi motivado por conta de débitos entre as contratantes e a terceirizada. À Tribuna, o advogado da empresa, Gustavo Leoni, disse que as três entidades não estão pagando pontualmente as faturas. Por outro lado, a Prefeitura e a universidade alegam estar em dia com os pagamentos. O HU, porém, afirmou ter quitado parcialmente a nota referente à janeiro. Ontem, os trabalhadores da empresa realizaram, pela terceira vez na semana, ato de protesto contra o não pagamento dos vencimentos.

“O débito da Prefeitura seria em torno dos R$ 2 milhões, enquanto a folha de pagamento é aproximadamente R$ 120 mil. A UFJF também encontra-se em atraso desde dezembro, e o HU tem faturas em aberto desde novembro. Estando (todos) cientes de suas atribuições e dos prejuízos”, alegou o advogado. Ele, no entanto, não soube precisar os valores em atraso das duas últimas instituições.

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A UFJF, por meio de nota, informou que todas as notas emitidas pela Terceiriza foram pagas na data devida. A instituição, porém, disse estar adotando todas as medidas possíveis para que a situação se normalize e a empresa seja penalizada. A Prefeitura, por meio de sua assessoria, tornou a afirmar que tem cumprido regularmente o contrato com a empresa e reiterou que o pagamento aos funcionários, neste caso, cabe à contratada.

O responsável pelo setor financeiro do HU, Alexandre Magno, reconheceu que existe um pequeno débito entre a entidade e a Terceiriza, referente à nota de janeiro. Ele destacou que o valor em aberto não justifica a suspensão do pagamento aos funcionários, pois o mesmo só pode acontecer se o débito permanecer por mais de 90 dias. “Nossa maior preocupação é com os serviços essenciais aos pacientes internados no HU. Estivemos em reunião com a Advocacia Geral da União e aguardamos o amparo judicial para garantir o pagamento a estes servidores.”

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Nova manifestação fecha Pórtico Sul

Os funcionários contratados da Terceiriza tornaram a fechar o anel viário da UFJF ontem pela manhã, desta vez pelo Pórtico Sul do Campus. Por volta de 7h15, os manifestantes formaram uma longa fila pela Avenida Itamar Franco, retendo o trânsito em ambos os sentidos. Eles reivindicam o pagamento dos vencimentos relativos ao mês de janeiro, que deveria ter sido efetuado no dia 6.

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“O objetivo da manifestação foi mostrar para a sociedade a difícil situação dos trabalhadores. Queremos que a UFJF rompa o contrato com a Terceiriza, que inclusive já venceu, mas foi prorrogado por mais três meses. Buscamos também o bloqueio de bens da empresa para a quitação da dúvida com os trabalhadores”, pontuou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (Sinteac), Sérgio Félix.

De acordo com os trabalhadores, nenhuma atividade será exercida hoje, com isso, setores do HU, de infraestrutura e limpeza da universidade estarão com o quadro de funcionários reduzido. No entanto, eles garantiram a manutenção do mínimo de funcionários em atividade exigido pela legislação, que corresponde a 30% do efetivo.

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