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Manifestantes cobram redução da tarifa de ônibus

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Plenário teve ocupação máxima de 150 pessoas
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Plenário teve ocupação máxima de 150 pessoas

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"O sistema de transporte público de Juiz de Fora é ruim e não atende à população." A declaração do secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, marcou a audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (11), quando 150 pessoas lotaram o plenário da Câmara Municipal, enquanto até 300 pessoas acompanharam os debates em um telão instalado no Parque Halfeld. O encontro foi uma reivindicação dos manifestantes que ocuparam o plenário no mês passado e foi acordado no último dia 1º. Entre as muitas queixas sobre o serviço, três cobranças ganharam coro: a imediata redução da tarifa, o passe livre estudantil e a municipalização do sistema. O encontro foi realizado no mesmo dia da greve geral deflagrada em várias partes do país, cujos reflexos também foram percebidos na cidade.

Por questões de segurança, a participação na audiência foi aberta a um número restrito de pessoas, devidamente identificadas, que passaram pelo crivo da segurança, que, do lado de dentro, era constituída, principalmente, por guardas municipais. Deste total, 40 conseguiram se inscrever e 39 usaram os três minutos de fala para reclamar da infraestrutura oferecida aos usuários, da qualidade e regularidade dos ônibus e do custo da tarifa. Os manifestantes portavam faixas de protesto e a Bandeira Nacional. A assistente social Maiara Carvalho, do movimento Levante Popular da Juventude, e a estudante Taciane Couto Gonçalves, representante do Diretório Central de Estudantes (DCE), pintaram-se de palhaças em protesto. Durante a reunião, circularam abaixo-assinados pelo passe livre e pela transposição da linha férrea para fora da área urbana. Do lado de fora, em frente ao Parlamento, a estimativa de presentes variou entre 200 pessoas, na avaliação da Polícia Militar, e 300, nas contas dos próprios manifestantes.

O presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Oleg Abramov, cobrou a redução imediata da tarifa de ônibus, atualmente em R$ 2,05. "Com 15 mil pessoas nas ruas, a Prefeitura tem que rever suas contas." Além de estudantes, representantes de entidade de classe também revezaram-se no microfone. A diretora da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Victória Mello, defendeu a redução do lucro das empresas que exploram o setor. O coordenador geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarello, reivindicou não apenas a municipalização, como também a realização de plebiscito, para que os usuários decidam se preferem o transporte público ou privado.

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O secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, ouviu todos os pleitos durante mais de quatro horas e disse que as reivindicações de redução da tarifa, passe livre e municipalização são inviáveis no orçamento municipal. A arrecadação, segundo ele, é insuficiente para dar conta destas demandas, mesmo sendo reivindicações populares. Tortoriello, no entanto, aprovou o debate acerca do tema, considerou o modelo de transporte "ultrapassado" e defendeu estudos para que o transporte público tenha prioridade sobre o privado. O secretário apresentou, mais uma vez, a planilha de cálculo tarifário e comentou que iria nesta quinta a Belo Horizonte para discutir o embargo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao estudo técnico para licitação do sistema. Segundo ele, a reunião será remarcada.

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O presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette (PMDB), iniciou a audiência com a expectativa de criar uma comissão capaz de "entender melhor" a planilha de custos, que embasa os reajustes tarifários. Em função das mais de quatro horas de debates e da pluralidade de reivindicações, Gasparette pretende que a discussão acerca do tema prossiga e se aprofunde, inclusive em outras audiências públicas. A Astransp foi convidada, mas não enviou representantes para a audiência.

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