
Ocupação teve início às 11h desta terça-feira (10)
O intuito dos técnicos administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), durante a ocupação da Reitoria, no final da manhã de ontem, era realizar uma vigília de, pelo menos, 36 horas. Entretanto, a mobilização foi abortada antes do previsto. Por volta das 17h, a manifestação chegou ao fim, após avaliação dos servidores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf). Segundo Lucas Simeão, coordenador-geral do sindicato, o intuito de dar maior visibilidade ao movimento grevista, que completa um mês hoje, foi alcançado durante as seis horas em que a ação foi executada de forma efetiva. "À noite, não iríamos conseguir a mesma exposição." Repetida em outras instituições federal de ensino em greve, a ação seguiu o calendário nacional de mobilização.
Outro objetivo da ocupação, que buscava a formalização, por meio de documento assinado, do apoio da instituição e do reitor Henrique Duque, não foi alcançado. Segundo a assessoria da UFJF, o reitor estava em Brasília, onde participou de uma reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). No encontro, representantes das instituições paralisadas buscavam orientações sobre como se comportar sobre a situação do calendário escolar deste ano, bem como a decisão de cortar o ponto dos grevistas, anunciada pelo Governo federal, na última sexta-feira. Com relação à reposição das aulas, a Andifes deixou claro a autonomia de cada unidade para definir os destinos dos discentes nos próximos meses. Sobre a suspensão dos vencimentos dos servidores, a associação irá solicitar um encontro com representantes dos ministérios da Educação e do Planejamento, antes de manifestar seu posicionamento.
Assim como no bloqueio do Pórtico Norte da UFJF, na manhã da última segunda-feira, e a vigília das reitorias, outras ações estão sendo programadas pelo Comando Nacional de Greve. Entre os dias 16 e 20 deste mês uma marcha e um acampamento serão realizados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O coordenador-geral do Sintufejuf não afasta a possibilidade de radicalização do movimento caso o Governo não avance nas negociações.
Professores
Hoje é a vez dos professores da rede federal, também em greve, realizarem um ato público. À tarde, os docentes irão realizar uma ação de conscientização popular no Calçadão da Rua Halfeld. Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, declarou que o Governo trabalha para apresentar uma proposta de reajuste à categoria. "Não está se discutindo um reajuste, mas uma carreira. O Governo tem o compromisso de reestruturar a carreira docente. A proposta de reestruturação do MEC é de valorizar a titulação e a dedicação exclusivas. Por outro lado, a crise internacional não pode ser ignorada." A expectativa de Mercadante é de que a situação tenha uma definição até o próximo dia 31.

