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Judiciário de Minas em greve

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Servidores do Poder Judiciário de Minas Gerais entraram em greve ontem por tempo indeterminado. A deliberação foi tomada durante assembleia e ato público realizados ontem em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte. De acordo os sindicalistas, já estão paralisadas entre 30 e 40 varas federais, trabalhistas e zonas eleitorais em todo o estado. Seções da Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Justiça Federal e Justiça Militar Federal deverão funcionar com escala mínima de 30%.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg), Alexandre Magnus, o reajuste pedido é de 46%. “O projeto tramita desde 2009, sem avanços. O índice de reposição inflacionária é superior aos 46%, e o Ministério de Planejamento e Orçamento quer parcelar o possível aumento em três anos, começando em julho deste ano, o que não nos atende. Não podemos acumular mais perdas. Até 2018 (ano da última parcela), a inflação será superior a este percentual”.

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A categoria reivindica a aprovação da PLC 28/2015, que trata sobre o aumento dos servidores. No entanto, a votação da revisão salarial, prevista para ocorrer ontem, foi adiada para o dia 30 de junho. A proposta estabelece reajuste escalonado, em média de 59,49%. O aumento varia de 53% a 78,56%, em função da classe e do padrão do servidor.

Em Juiz de Fora, um ato está marcado para amanhã, às 13h, em frente à Justiça do Trabalho, na Avenida Rio Branco. Zonas eleitorais de Matias Barbosa, Mar de Espanha e Guarani já teriam confirmado a participação no movimento grevista. Nos estados do Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal a interrupção no serviço começou na terça-feira.

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