Os professores, coordenadores, secretários e diretores das escolas municipais e estaduais paralisam as atividades amanhã. A paralisação nacional é mais um capítulo na busca por um piso salarial e garantia de benefícios. Em Juiz de Fora, conforme dados dos sindicatos municipais e estaduais da classe, até 100 mil alunos podem ficar sem aula, dependendo da adesão das escolas. No início da tarde de hoje, uma caravana da cidade será enviada à Brasília para acompanhar o movimento.
Segundo um dos coordenadores do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro), o vereador Roberto Cupolillo (Betão – PT), a paralisação tem o objetivo de aplicação imediata do piso nacional de R$ 1.587 por uma jornada de 20 horas semanais para os professores do ensino médio de Juiz de Fora. Além do piso, a classe também busca a aplicação de um terço do valor para as atividades extra-classe. Hoje, exercemos 18 horas dentro das salas de aula e 5 horas fora, resultando em um quarto da jornada. Esse período deveria cair para 16 horas dentro das salas e sete horas fora, explica.
Os profissionais da rede estadual fazem sua quinta paralisação em 2011. A busca pelo piso salarial é semelhante, inclusive no valor. Segundo a coordenadora de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Yara Aquino, a única diferença está no período, que abrange 24 horas dentro das salas.
