
Na CBN, prefeito falou sobre greve na rede municipal (OLAVO PRAZERES\09-04-15)
O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) descartou ontem qualquer possibilidade de atender um dos pleitos dos professores municipais, em greve há 28 dias. Em entrevista ao CBN Juiz de Fora 1ª edição, o chefe do Executivo afirmou que a atual situação financeira do Município não permite a mínima possibilidade de que a Administração acate a reivindicação apresentada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro), que luta por um índice de reajuste de 13,01% para todo o conjunto da categoria. O percentual foi definido em janeiro pelo Ministério da Educação para a correção do piso nacional do magistério.
“O piso diz respeito às pessoas que ganham menos. Não faz sentido, por exemplo, um professor que, de forma justa, por conta de conquistas da carreira, ganha perto de R$ 10 mil por 20 horas receba um reajuste de R$ 1.300. Não temos condições para fazer isso. Temos, sim, para aplicar o reajuste aos menores salários. Isso já foi feito. Fizemos também proposta para elevar o vencimento daqueles que ganham menos. Posteriormente, os professores com melhores salários podem discutir o reajuste de acordo com as possibilidades do Município e a realidade financeira do país”, afirmou. Bruno disse ainda que a concessão de reajuste de 13% para todos significaria gasto anual superior a R$ 30 milhões, o que levaria ao Município a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A exclusão do artigo 9º da Lei 13.012/14 é outra reivindicação do Sinpro, que argumenta que o gatilho quebrará o plano de carreira dos docentes com o passar dos anos. Sobre o pleito, o prefeito afirmou que o Executivo está disposto a negociar, sem, entretanto, tratar da revogação do artigo. Os professores da rede municipal fazem assembleia hoje, às 14h, no Ritz Hotel, para discutir os rumos da greve. A suspensão do movimento, contudo, não deve entrar em pauta, já que na última reunião entre Sinpro e Prefeitura não foram observados maiores avanços.

