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PJF soma 10 mil licenças na educação

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O número de atestados apresentados por professores, no ano passado, provocou cerca de dez mil afastamentos na rede municipal. O dado foi apresentado ontem pelo secretário de Educação, Weverton Villas Boas, durante reunião com a Comissão de Educação da Câmara. Este ano, já foram computados 1.718 afastamentos. É um número que surpreende, mas é também compreensível. A função do professor é muito desgastante, afirmou o vereador Jucelio Maria (PSB), que defendeu a adoção de políticas voltadas para a categoria a fim de minimizar o problema. O parlamentar integra comissão ao lado de Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Ana Rossignoli (PDT).

Durante o encontro, que serviu para avaliar a educação pública na cidade, o secretário classificou a carência de pessoal como uma das grandes dificuldades do setor. Ligado ao sindicato da categoria, Betão defendeu que o salário pago aos profissionais ao início da carreira (PRA-1), de R$ 743, é um convite para procurarem outras redes. A remuneração dos docentes volta a ser discutida em assembleia hoje, quando a categoria paralisa suas atividades. A possibilidade de deflagração de uma greve será discutida.

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A principal reivindicação dos docentes é pela adoção imediata do item da Lei do Piso que obriga destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse. A categoria também quer reajuste salarial de 15%. Deste índice, 7,9% é referente ao repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) de 2013, e o restante corresponde às perdas de anos anteriores. Ontem, o secretário de Educação e o de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, se reuniram com representantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) para mais uma rodada de negociações, mas não houve avanços. Um novo encontro foi agendado para a próxima quarta-feira, com a presença do secretário de Fazendo Fúlvio Albertoni.

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