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Pimenta arrecada R$ 12,4 milhões

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A despeito de a última pesquisa divulgada pelo Datafolha colocar o candidato do PSDB, Pimenta da Veiga, a oito pontos percentuais de seu principal adversário na corrida pelo Governo de Minas, a campanha do tucano apresenta uma situação financeira melhor que a de Fernando Pimentel (PT), que aparece na dianteira das intenções de votos. De acordo com a segunda parcial de contas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o tucano arrecadou mais que o dobro de recursos captados pelo petista até aqui. Em quase cem doações recebidas, a candidatura de Pimenta já garantiu R$ 12,4 milhões, contra cerca de R$ 5,4 milhões disponibilizados por 46 doações para a campanha do PT ao Palácio Tiradentes.

O bom desempenho na captação de recursos até aqui coloca a campanha de Pimenta da Veiga com a quarta melhor arrecadação entre as 173 candidaturas lançadas em todo os país para os executivos estaduais e do Distrito Federal. Só três nomes viabilizaram mais recursos: Rui Costa dos Santos (PT), que disputa o Governo da Bahia e captou R$ 14,6 milhões; Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição em São Paulo e obteve pouco mais de R$ 14 milhões em doações; e Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato no Rio de Janeiro, que já angariou cerca de R$ 13 milhões.

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Segundo dados divulgados pelo sistema do TSE, mais de 90% dos recursos disponíveis nos cofres da candidatura de Pimenta são oriundos de 32 repasses feitos pelos diretórios nacional e estadual dos partidos que integram a coligação. A maior parte deles foram feitos pelo PSDB. Juntas, tais “doações” somam R$ 11,2 milhão, sendo que 30 delas tem como doador originário pessoas jurídicas e duas pessoas físicas. Outras 43 empresas deram contribuições diretas à campanha tucana, totalizando R$ 1,1 milhão.

Completam o montante arrecadado, 11 doações realizadas por pessoas físicas (R$ 84.440,50) e seis transferências feitas por outras candidaturas: uma de de Dilzon Melo (PTB), três de Gustavo Santana (PR), e duas de Ione Pinheiro (DEM), irmã do candidato a vice-governador na chapa tucana, Dinis Pinheiro (PP). Todos eles disputam a Assembleia Legislativa de Minas Gerias (ALMG) e, juntos, contribuíram com pouco mais de R$ 23 mil. Além disso, foram declarados sete repasses oriundos de aplicações financeiras, que responderam por simbólicos R$ 66,66.

Primeiro nas pesquisas, Pimentel é o segundo na lista dos candidatos que mais arrecadaram. De acordo com a segunda parcial repassada pelo petista ao TSE, a maior parte do montante diz respeito a contribuições realizadas por empresas jurídicas. Somados, os repasses de nove empresas ficam próximos de R$ 3,1 milhões. Também foram computadas sete transferências feitas pelos diretórios estadual e nacional do PT, em um valor total de pouco mais R$ 2,2 milhões.

Pimentel registrou mais que o dobro de doações feitas por pessoas físicas com relação ao obtido pelo candidato tucano. Entretanto, o total arrecadado com este tipo de ação foi de R$ 25.560, número três vezes menor que o captado por seu adversário. O petista também recebeu seis transferências oriundas de outras candidaturas, que totalizam quase R$ 14 mil. Cinco vieram dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT), que contribuiu com três repasses, e Gabriel Guimarães (PT). Os dois tentam a reeleição. A outra partiu de João Alberto (PMDB), que tenta uma cadeira na ALMG.

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Menos de um milhão

Se depender apenas da questão financeira, Tarcísio Delgado (PSB) terá dificuldades em alavancar sua candidatura ao Governo de Minas e manter viva a esperança de avançar para o segundo turno das eleições. Considerada terceira força no pleito estadual, o ex-prefeito de Juiz de Fora arrecadou até aqui pouco mais de R$ 710 mil. Para se ter uma ideia da defasagem, o valor é dezessete vezes menor que o captado por Pimenta da Veiga (PSDB) e sete vezes inferior ao obtido por Fernando Pimentel (PT).

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Ao todo, Tarcísio computou cinco doações até aqui. Todas vieram da mesma origem: o diretório estadual do PSB. Pessoas ligadas ao partido no estado – inclusive, o próprio candidato ao Governo e o presidente estadual da legenda, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) – admitem as dificuldades financeiras da campanha estadual. Fator este que teria se agravado após a morte do então candidato à presidência Eduardo Campos.

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