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Novo DCE quer priorizar o diálogo

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Segurança do campus e infraestrutura da UFJF estão entre as prioridades do Marco Zero (Marcelo Ribeiro/Arquivo Tm)
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Segurança do campus e infraestrutura da UFJF estão entre as prioridades do Marco Zero (Marcelo Ribeiro/Arquivo Tm)

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A chapa Marco Zero saiu vitoriosa no processo de escolha do novo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFJF, que teve o seu resultado divulgado ontem. O grupo obteve 2.735 votos, um total de 53% dos votos válidos. Em segundo lugar, ficou a chapa 2, “Lutar sem Temer”, com 1.318 votos. Ao todo, 5.150 alunos votaram, mantendo os altos percentuais de abstenções, que chegaram a 71,3%. Para disputar o DCE, o grupo se uniu a partir das relações estabelecidas na representação estudantil, atuando em empresas juniores, grupos e programas de educação tutorial, centros e diretórios acadêmicos, projetos de extensão, entre outras agremiações. Em conversa com a Tribuna ontem, afirmaram que pretendem agir, inicialmente, em duas frentes: segurança no campus e infraestrutura da UFJF, discutindo o orçamento da instituição junto à Reitoria. A homologação do resultado ocorre no dia 14 de julho.

Como primeira ação, o novo DCE pretende alinhar as propostas junto ao Conselho de Centro e Diretórios Acadêmicos (Concada). O estudante de Engenharia de Produção Arthur Avelar explica que será criada uma linha de frente na representação estudantil. “Fomos eleitos, mas nosso projeto tem pontos a se considerar, e vai ser o diálogo com as outras chapas que irá torná-lo ainda melhor”, diz. Além disso, o grupo pretende se empenhar na construção de um novo estatuto para o órgão, sendo o que o vigente foi elaborado na década de 1960.

O estudante de Artes e Design, Lucas Sidrach, reforça que um dos fatores que ganhou a empatia dos estudantes foi o discurso amplo e a busca pelo diálogo. “Agora não somos representantes de quem votou na gente. Somos o diretório de todos os estudantes”, afirma. A chapa optou por manter em sua diretoria a paridade entre homens e mulheres, buscando contemplar a diversidade em sua composição. “É preciso que pessoas com pensamento amplo possam representá-las. Isso vai garantir que se reconheçam no nosso projeto”, afirma Gabriela Reis, aluna de jornalismo.

Além da representatividade, o novo diretório buscará se empenhar em pautas como o combate às opressões e à discriminação, inclusive denunciando casos locais, como o de assédio registrado recentemente na UFJF, e de outras universidades, como o de um jovem morto na Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob suspeita de crime de ódio e homofobia.

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Suprapartidário

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Tendo em vista o debate que se travou ao longo da campanha, a respeito da ligação do movimento estudantil a organizações partidárias, Avelar explicou que o grupo é composto por integrantes que não têm vinculação com partidos e irão priorizar interesses estudantis. Apesar disso, considera que não é função do diretório “demonizar” as instâncias partidárias. “Em nenhum momento a gente acredita que o DCE não tenha que discutir os problemas da sociedade de forma geral. Somos contra a ‘Escola sem partido’. É muito importante que os alunos estejam informados e com base nisso tomem suas próprias decisões. Não cabe ao DCE pautar ou falar o que o estudante tem que pensar”, afirmou.

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