Esta quinta-feira (10) será movimentada para os docentes da rede municipal de ensino. Dando sequência à mobilização da campanha salarial 2012, a categoria irá cruzar os braços pela segunda vez no ano. A paralisação pode afetar até 45 mil alunos na cidade. Com as salas de aula vazias, as negociações com a Prefeitura deverão ser intensificadas. Primeiro, representantes do sindicato dos Professores (Sinpro) irão se reunir com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde. Esta será o terceiro encontro entre os servidores e secretários da Administração. Em seguida, a partir das 15h, no Ritz Plaza Hotel, os professores realizam assembleia para debater os resultados das conversas.
"Registramos nossa pauta de reivindicações em março, e só tivemos o primeiro contato com a Prefeitura um mês depois. Na primeira reunião, não tivemos grandes avanços nas questões salariais. Com relação à jornada de trabalho e a aplicação de um terço de atividades extraclasse, como determina a Lei do Piso, o assunto foi repassado para a Secretaria de Educação. Lá, tivemos outra reunião no último dia 3, mas não houve evolução", explica o presidente do Sinpro, Flávio Bitarello.
No primeiro encontro entre as partes, no dia 24 de abril, Valverde admitiu a necessidade de avançar as conversas sobre a questão da jornada de trabalho. Atualmente, apenas um quarto das 20 horas semanais é destinado ao cumprimento das funções fora de sala de aula. Com relação a questão salarial, o secretário ofereceu à categoria reajuste linear de 5,84%. O índice é relativo às perdas inflacionárias corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo Bitarello, a oferta não contempla os anseios da categoria. "Esse ano, a Prefeitura recebeu o repasse do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) com um reajuste de 22,22%, com base no custo-aluno. Esperamos que essa correção seja passada para os professores."
O presidente do Sinpro também reprovou o fato de a Prefeitura ter agendado nova negociação para o mesmo dia da assembleia dos docentes. "Isso tem acontecido recorrentemente. É mais uma forma de desrespeito, pois temos pouco tempo para avaliar as propostas antes de apresentá-las à categoria." Bitarello não afasta a possibilidade de intensificação da mobilização. "Vamos debater os rumos do movimento na assembleia. Depende muito dos resultados da reunião de amanhã."
