Embora as sessões do período legislativo de novembro só comecem no dia 17, a Câmara teve que realizar ontem duas reuniões extraordinárias, convocadas em caráter emergencial, unicamente para votar um título honorífico proposto pelo vereador José Tarcísio Furtado (PTC). A convocação inusitada, que geralmente só se dá fora do período normal de sessões para votar projetos de interesses coletivo que tramitam em regime de urgência, precisou ser feita porque a data da homenagem tinha sido marcada e os convites feitos sem que o título em questão tivesse sido aprovado pela Casa.
O início da primeira reunião foi marcado para as 18h, mas o projeto só começou mesmo a ser discutido por volta de 19h30, já que não havia quórum suficiente para aprovar a matéria, que necessitava do voto favorável de 13 vereadores. Alguns parlamentares chegaram a se revezar na tribuna a fim de dar tempo para que o primeiro-secretário da Mesa Diretora, vereador Luiz Carlos dos Santos (PTC), chegasse, vindo às pressas de Santos Dumont. Quando o projeto foi posto em discussão, ainda antes da chegada do parlamentar, o vereador José Emanuel de Oliveira (PSC) e o próprio José Tarcísio reiteraram a importância da homenagem e eximiram os funcionários da responsabilidade, afirmando que errar é humano. Os discursos, contudo, acabaram chamando a atenção para o fato de que por cada reunião extraordinária, até o limite de quatro por mês, cada parlamentar recebe um décimo de seu salário mensal. Isso equivale a R$ 1.026 por uma única sessão extra.
