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Gestão Duque dá o tom do primeiro debate

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Críticas à gestão do ex-reitor Henrique Duque (2006-2014) e à falta de estrutura do Campus de Governador Valadares foram os temas principais do primeiro debate entre os candidatos a reitor da UFJF, realizado ontem na sede da Universidade do Vale do São Francisco (Univale). As três chapas discutiram a necessidade de retomada imediata da construção da unidade e questionaram o projeto estrutural, elaborado na gestão Duque.

O candidato a reitor pela chapa 2, Rubens Oliveira, que já foi do grupo do ex-reitor e hoje integra a ala dissidente, instigou a polêmica no início do debate, lembrando da separação do grupo político de Duque, ocorrida no ano passado. Também provocou Dimas Augusto, da chapa 3, ao pedir que falasse sobre o apoio recebido por ele do ex-reitor. A intenção era constranger o opositor uma vez que o clima do debate era de críticas à gestão Duque. Dimas não se incomodou e respondeu que “(o apoio) é muito bem-vindo”, mas se garantiu independente.

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O candidato da chapa 3, por sua vez, destacou que quem foi indicado pelos ex-reitores Duque e Júlio Chebli para cargos de confiança foi o próprio Rubens. Dimas ainda afirmou que foi por eleição da comunidade acadêmica que chegou ao cargo de diretor do HU. “A gestão encantou mais ao senhor do que a mim. Tive divergências (com o ex-reitor). Nas últimas eleições, eu era do grupo, me coloquei candidato e fui preterido “, rebateu.

O candidato Marcus David, da chapa 1, por sua vez, questionou a falta de iniciativa para o cumprimento de promessas por ambas as chapas adversárias. O professor da Faculdade de Administração indagou por que ambos os candidatos, que participaram dos últimos nove anos de gestão da UFJF, não cumpriram as promessas feitas anteriormente.

“Não há um tostão”

Durante os questionamentos sobre as obras de construção do Campus de Governador Valadares, inicialmente orçadas em R$ 350 milhões, Rubens Oliveira, ex-pró-reitor de Obras da gestão de Júlio Chebli, afirmou que é necessária a elaboração de um novo projeto e que hoje “não tem um tostão empenhado”. Rubens disse que a proposta do campus surgiu dentro do gabinete da Presidência da República, “com objetivos eleitorais, perdendo a lógica acadêmica”. Dimas disse que é preciso “abrir a caixa preta” da construção do campus e garantir sua retomada. Já Marcus David afirmou que o novo reitor deverá garantir a infraestrutura emergencial para atender alguns cursos, como clínicas e hospital de ensino para área da saúde.

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A Tribuna acompanhou a discussão pelo YouTube, em canal disponibilizado pela comissão eleitoral. O primeiro debate em Juiz de Fora acontece no dia 13 de janeiro, na UFJF.

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