Os servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) estão paralisados desde ontem, em uma ação que foi classificada pela categoria como "greve com responsabilidade social". O ato prossegue hoje e se encerra amanhã. Segundo profissionais lotados em Juiz de Fora, a paralisação atinge 58 funcionários na cidade. Para atender determinações legais, 30% do efetivo manteve os serviços considerados essenciais. O movimento foi deliberado em assembleia, no último dia 20 de outubro.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (Sindsemp-MG), entre as principais reivindicações da categoria estão o pagamento imediato de valores retroativos à revisão salarial anual aprovada em 2011 junto à Procuradoria-Geral de Justiça, a definição da data-base 2012 e a apresentação dos estudos de impacto orçamentário e da tabela de vencimentos que irão compor o estatuto da categoria. Amanhã, em Belo horizonte, a categoria se reúne para deliberar sobre o futuro do movimento.
Para manter o caráter social da mobilização, os servidores estão arrecadando doações de roupas, além de utensílios domésticos e produtos de higiene durante os três dias de paralisação. Em Juiz de Fora, os donativos foram recolhidos ontem. Todo o material arrecadado será doado à Cruz Vermelha. A paralisação atinge as unidades de cidades em todo o estado, como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Betim, Ubá, Leopoldina, Visconde do Rio Branco, Miraí, Além Paraíba, Ponte Nova, Montes Claros, Governador Valadares e Uberlândia.
Juízes federais
Os magistrados federais de todo o Brasil foram convocados pelas suas entidades de classe a realizar uma paralisação de suas atividades hoje e amanhã. Inicialmente aprovada pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a mobilização conta também com a adesão da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). A categoria está mobilizada pela reposição das perdas do subsídio, acumuladas desde 2005 e estimada em cerca de 28,86%, e pela valorização da carreira. "A independência da magistratura é fundamental para a democracia, e essa independência passa por uma remuneração condigna, prevista pela própria Constituição", afirmou o presidente da Ajufe, Nino Toldo, durante entrevista concedida em conjunto com o presidente da Anamatra, Renato Sant’Anna, realizada ontem, em Brasília.
