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Grito dos Excluídos reúne 300 pessoas na cidade

 O Grito dos Excluídos, ato público dos movimentos de esquerda realizado em todo país, reuniu cerca de 300 pessoas ontem nas ruas do Centro de Juiz de Fora após o desfile de 7 de Setembro. Com faixas, bandeiras e placas, os participantes reivindicaram melhorias na saúde, educação e transporte, além da redução da tarifa de ônibus. Os pedidos por igualdade de direitos entre os gêneros, mudanças da política econômica do país e o passe livre estudantil também entoaram os gritos dos participantes. A manifestação ocorreu de forma pacífica e percorreu o trajeto da Avenida Rio Branco, na altura com a Rua Oscar Vidal até a Praça do Riachuelo.
 
"Nossas pautas hoje são as mesmas das manifestações realizadas em agosto", disse a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e uma das organizadoras do movimento, Victória Mello. "Queremos dialogar com a população e mostrar que a verdadeira independência ainda não foi feita, pois temos muitas pessoas vivendo em situação de miséria e vivemos numa sociedade em que há desigualdade de direitos." Entre gritos de rejeição ao deputado federal Marco Feliciano (PSC), os protestantes pediram o fim da discriminação de mulheres e gays.
 
 Na pauta dos estudantes, as reivindicações eram por transporte público de qualidade, com tarifa reduzida e passe livre estudantil, acesso à cultura e para que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam destinados à educação. "Nosso direito de ir e vir está muito caro", dizia um cartaz. Para a integrante da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel), Aline Vieira, a juventude está marginalizada. "Nossos direitos estão sendo desrespeitados. Precisamos ir às ruas e pedir por mudanças para avançar em nossas lutas. A educação, por exemplo, precisa de investimentos urgente."
 
Representantes da Polícia Federal também participaram do Grito dos Excluídos. Com faixas no rosto, similares a mordaças, a categoria afirmava que o Governo quer calar os profissionais. "Hoje o Governo interfere diretamente no nosso trabalho. Realizamos greve no ano passado e nos foram feitas promessas de mudanças na legislação para março deste ano, mas nada foi feito. Eles querem uma polícia apática e desmotivada", afirmou o representante do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef-MG), Robson Carneiro.
 
O presidente da Central única dos Trabalhadores (CUT) Regional da Zona da Mata e um dos organizadores do movimento, Watoira Antônio de Oliveira, destacou a importância da realização do Grito dos Excluídos, que, este ano, chegou à 19ª edição. "É a oportunidade de mostrar, no Dia da Independência, a situação do povo e deixar claro que é preciso mudar." 
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