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Ato critica criminalização de movimentos sociais na cidade

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O sexto protesto de estudantes em apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino se transformou ontem, com a participação de outros sindicatos e entidades organizadas, em um ato público contra a criminalização dos movimentos sociais. O mote do protesto foi o episódio, ocorrido na semana passada, com o professor André Nogueira, do PSTU, detido pela Polícia Militar durante uma outra manifestação de alunos. A esse caso juntou-se o corte de ponto dos docentes estaduais, em greve há mais de 90 dias, e a ação civil pública movida pela Prefeitura contra a paralisação dos educadores municipais, que já dura 23 dias.

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Por volta das 10h, após uma passeata que interrompeu por cerca de 15 minutos o tráfego em uma das pistas da Avenida Independência e outros 15 minutos em uma das pistas de carro da Avenida Rio Branco, os manifestantes deram as mãos e fizeram um cordão em torno da faixa de pedestres em frente ao Parque Halfeld, fechando o trânsito nas três pistas da principal artéria da cidade. Além de defender a aplicação do piso nacional para o magistério e a aplicação de 10% do PIB na educação pública, estamos aqui para defender o direito de greve, o direito à livre expressão das ideias discursou o estudante Felipe Fonseca, da executiva municipal da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel). O desrespeito acontece quando professor é preso, quando tem seu salário cortado, quando sua greve é considerada ilegal.

A mobilização começou às 7h, em frente ao Instituto Estadual de Educação, onde se reuniram representantes da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), do Comitê Central Popular, da Consulta Popular, do PSTU e de outras organizações de esquerda, munidos de faixas, bandeiras, tambores de lata e apitos. O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG) – cuja greve teve ilegalidade decretada pela Justiça este ano – e a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes JF) também participaram do ato. Apoiamos a luta dos educadores. A PM tem que ser uma polícia cidadã, comunitária, que representante a sociedade. E não servir de instrumento de repressão, criticou o delegado Marcelo Armstrong, presidente da regional Zona da Mata do Sindpol. O presidente da Apes, Rubens Luiz Rodrigues, completou: Toda vez que esse tipo de ação truculenta ocorrer, estaremos nas ruas, nas praças, em frente às escolas, para defender a educação.

Grito dos Excluídos

Durante as manifestações de apoio dos representantes das diversas entidades presentes, alunos da Escola Estadual Batista de Oliveira chegaram ao prédio do Instituto Estadual de Educação para participar do manifesto. Os discursos prosseguiram até 9h30, quando estudantes da própria Escola Normal, que haviam subido para uma prova, foram liberados para engrossar o movimento. Depois do ato simbólico no cruzamento entre a Rio Branco e Rua Halfeld, a passeata desceu o Calçadão e seguiu por uma das faixas da Avenida Getúlio Vargas até a Praça Antônio Carlos, em frente à Secretaria de Educação da Prefeitura, sem qualquer interferência da PM. A mobilização foi considerada um ensaio para o Grito dos Excluídos, que reunirá, na Avenida Rio Branco, todos os movimentos sociais e sindicatos nesta manhã para um desfile logo após a parada militar. A coordenadora regional do Sind-UTE, Victória de Fátima Mello, elogiou o movimento. Professor dá lição de cidadania na sala de aula, na rua, batendo lata, em todos os espaços. Porque a educação se faz em todos os espaços.

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