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Atraso nas obras em JF

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A recente crise no Ministério dos Transportes deve afetar Juiz de Fora e a Zona da Mata. Como estão suspensas, por 30 dias, todas as licitações em curso tanto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) quanto da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. – órgãos alvos de denúncias de corrupção -, o início das obras de duplicação da BR-040 entre Belo Horizonte e Ressaquinha será adiado. Conforme nota divulgada pelo ministério, a suspensão atinge todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia em curso, bem como aditivos com impactos financeiros nas duas estatais. Dessa forma, as obras viárias previstas para o município, que incluem viadutos e mergulhões, devem sofrer atraso. Ontem, a Prefeitura de Juiz de Fora admitiu que os prazos devem mudar, mas ressaltou que os projetos são técnicos e serão mantidos. Em janeiro deste ano, em entrevista à Tribuna, o prefeito Custódio Mattos (PSDB) informou que havia usado os recursos destinados pelo Governo de Minas a esses empreendimentos para asfaltar ruas e avenidas da cidade e apostava no Dnit para executar as obras viárias.

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Mesmo com os recentes contratempos no Dnit, o clima na Administração ainda é de otimismo em relação às obras que vão contribuir para a melhoria do trânsito do município. A principal aposta envolve a permanência no cargo e o prestígio do diretor de Infraestrutura Ferroviária, Geraldo Lourenço Neto. No final de 2009, ele esteve em Juiz de Fora acompanhado pelo diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, que foi afastado da função na última segunda-feira. Aos dois foram apresentados, na ocasião, projetos para a recuperação da pavimentação das avenidas Independência e Brasil, que implicavam em um investimento de R$ 10,7 milhões. As intervenções por meio do Dnit foram justificadas pelo fato de a Avenida Independência funcionar como ligação entre as rodovias BR-040 e BR-267, passando pela área urbana da cidade. Mesmo com projetos e o entendimento quanto à necessidade das obras, os procedimentos licitatórios previstos para serem iniciados ainda no início do ano acabaram sendo afetados pelos cortes no Orçamento da União. Agora, podem sofrer novo atraso.

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