O Partido Militar Brasileiro (PMB) concentra esforços para obter seu registro definitivo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em todo o país, a nova legenda faz a coleta de assinaturas para atingir o número de 510 mil fichas de apoio necessárias para consolidar sua homologação. O objetivo é alcançar a meta até o mês de julho, para que o PMB tenha tempo hábil para lançar candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa já nas eleições do ano que vem. Já temos cerca de 425 mil assinaturas coletadas no país, afirma o presidente do diretório municipal e regional do partido, Edson Correa de Souza. Entre a última segunda-feira e ontem, mais de 850 juiz-foranos haviam manifestado apoio à empreitada. Na cidade, as assinaturas serão recolhidas até o dia 20.
Com sede em Juiz de Fora, o diretório estadual do partido é dirigido por dois quadros locais: José Rodrigues de Freitas Sobrinho (presidente) e César Grazzi (vice-presidente e relações públicas). Estamos trabalhando para conquistar a homologação. Depois, vamos pensar em candidatos. No cenário atual, é possível imaginar que teremos nomes de Juiz de Fora concorrendo a cargos legislativos por nosso partido, avalia Edson. O presidente local ressalta que, apesar do nome, a legenda não será restrita aos militares. Não é um partido militar, após a homologação, qualquer pessoa poderá se filiar. A única exigência será de que tenha ficha limpa. Queremos aglutinar. Temos militares atuando em outros partidos, agora vamos lutar para ter nossa bancada nas casas legislativas. O partido é de centro-direita. Queremos ser independentes, sem assumir rótulos de oposição ou situação.
Idealizado pelo capitão da PM Augusto Rosa, de Ourinhos (SP), o PMB buscas nomes de relevância nacional para integrar seus quadros. Rosa concorreu a deputado federal nas eleições de 2002 pelo PDT, nas de 2006 pelo PV e, finalmente, em 2010 pelo PSB.
