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Decreto ecoa na Câmara Municipal

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A edição do decreto que declarou “situação de emergência” relativa ao atendimento de urgência e emergência do Município foi debatida durante a sessão ordinária de ontem, na Câmara. Apesar de o presidente da Comissão de Saúde e Bem-Estar Social do Legislativo, o vereador José Fiorilo (PDT), ter declarado à reportagem que o colegiado ainda precisa se debruçar para aprofundar o entendimento acerca do dispositivo, quase todos os parlamentares se pronunciaram com relação à movimentação do Executivo.

Contumaz crítico da gestão da saúde na cidade, José Emanuel (PSC) teceu duros questionamentos ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB). “Disseram que eu era repetitivo, quando falava sobre os problemas da saúde nessa Casa. Hoje é o próprio prefeito que afirma que a saúde está à beira de um colapso.”

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José Emanuel não se esquivou a culpar o prefeito pela situação da saúde e chegou a dizer que os R$ 150 mil gastos pela Prefeitura para a contratação de empresa especializada em eventos pirotécnicos teriam sido melhor utilizados se destinado a ações na saúde. A prestadora de serviço em questão foi a responsável por duas queimas de fogo realizadas entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro deste ano, e o contrato com o Executivo tem vigência de 12 meses, com os trabalhos da empresa podendo ser utilizados em outras festividades. Por outro lado, a maioria de discursos teve tom mais conciliador. O vereador José Márcio (PV) se mostrou preocupado com a situação, mas defendeu que o momento é de buscar a união entre as lideranças políticas em busca de uma solução para as dificuldades enfrentadas no serviço de urgência e emergência. “Está na hora de deixarmos de procurar culpados e ter uma atitude diferente. Também temos nossas responsabilidades e precisamos buscar soluções.”

Apesar de concordar com boa parte do discurso de José Márcio, Jucelio Maria (PSB) apontou a existência de responsáveis e responsabilidades, em clara alusão ao fato de a prerrogativa da gestão da saúde ser da alçada do Poder Executivo. Outros parlamentares da base, como Léo de Oliveira (PMN), Julio Gasparette (PMDB) e o líder do Governo, Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), ressaltaram que o problema da saúde é nacional e tem sido potencializado pelas dificuldades financeiras enfrentadas nas três esferas. Gasparette chegou, inclusive, a sugerir a realização de uma audiência pública com representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde e da Administração municipal para debater a questão.

 

Comando interino

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Secretário Municipal de Saúde entre 2013 e março de 2015, o vereador José Laerte (PSDB) destacou ainda a situação da pasta que é comandada interinamente por Elizabeth Jucá – que também acumula a chefia da Secretaria de Planejamento e Gestão – desde a saída de Adílson Stolet, em outubro do ano passado. “Não pode uma pasta como a saúde ter um comando interino há tanto tempo. Não por conta do nome da Beth (Elizabeth Jucá), que vem realizando um bom trabalho. Mas, por conta de uma questão simbólica. É preciso que alguém dedicado integralmente assuma os trabalhos.”

Líder do Governo, Pardal deu a entender que a Prefeitura tem encontrado dificuldades para encontrar um nome para ocupar a titularidade da secretaria. “Não sei se o senhor (José Laerte) aceitaria ser reconduzido (à pasta). Pelo sorriso, parece que não. Existe essa dificuldade. O problema da saúde é em todo o país e não somente em Juiz de Fora. Sobre sua segunda passagem de forma interina pelo comando da Secretaria de Saúde, Elizabeth Jucá respondeu à reportagem de forma discreta e sucinta e afirmou que a situação e escolha de um novo titular será definida em breve.

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