Ícone do site Tribuna de Minas

Sem avanço na reunião entre PJF e Sinpro greve continua

1034675725

Professores tomaram o Centro da cidade
PUBLICIDADE

Professores tomaram o Centro da cidade

PUBLICIDADE

A liminar judicial que determinou, na última quinta-feira, o retorno imediato dos professores municipais às aulas, sob pena de multa no valor de R$ 50 mil por dia parado, não foi suficiente para pôr fim à greve da categoria, que completa 22 dias hoje. Pelo contrário. A ação civil pública contra o movimento, impetrada pela PJF em Belo Horizonte, inflamou ainda mais os ânimos dos docentes paralisados, que atingem cerca de 80% da classe em Juiz de Fora, segundo estimativa do Sindicato dos Professores (Sinpro). Em assembleia realizada ontem – uma hora antes de o comando de greve se reunir com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, e com a secretária de Educação, Eleuza Barboza, para mais uma rodada de negociação -, os educadores que lotaram o auditório do Ritz Plaza Hotel votaram por unanimidade pela manutenção do movimento. "Depois de uma votação unânime e com muita indignação, a greve continua independente da intimidação e dos ataques ao sindicato", declarou o coordenador-geral do Sinpro, Flávio Bitarello. A entidade foi notificada sobre a decisão da Justiça na semana passada, mas Bitarello enfatizou que o advogado do sindicato já analisou o processo e está em Belo Horizonte para recorrer da sentença.

Logo após a assembleia, os professores saíram em passeata pelas ruas do Centro, carregados de abacaxis e bananas, em alusão ao prefeito Custódio Mattos (PSDB) e à secretária de Educação. Enquanto isso, a discussão na PJF sobre a implementação de um terço da jornada para atividades extraclasse permaneceu no mesmo ponto. "A Prefeitura não mudou muito o discurso. Reconhece que não está cumprindo o terço e diz que vai solicitar recurso ao Ministério da Educação (MEC), que não há condições financeiras este ano", contou Bitarello. "Queremos um compromisso por escrito de quando isso será implementado e também o pagamento de uma compensação financeira pela uma hora e meia que estamos trabalhando a mais dentro da sala de aula. A Prefeitura transformou a discussão num confronto político. Precisamos que o prefeito apareça para solucionar o impasse."

De acordo com a assessoria, da PJF, em relação à reivindicação do piso nacional, o Executivo continua mantendo sua proposta inicial, reforçando que cumpre a determinação da lei federal e que agora conta com o respaldo do Tribunal de Justiça de Minas Gerais sobre a questão. Já quanto à jornada, a Administração reiterou a disposição para buscar recursos junto ao MEC e também para negociar, destacando que a reunião de ontem estava agendada antes mesmo do início da greve. Hoje a categoria volta a se reunir em assembleia para discutir os rumos do movimento.

Sair da versão mobile