
Protesto aconteceu em frente à agência do Banco do Brasil da Rua Halfeld
Atualizada às 21h02
Diversas categorias de trabalhadores organizaram nesta terça-feira (06), na Rua Halfeld, ato público contra projeto de lei (PL) 4.330, do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que amplia as possibiliddes de terceirizações de serviços por parte dos setores público e privado. Em conformidade com o Dia Nacional de Luta Contra o PL 4.330, convocado por centrais sindicais como a CUT e a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), professores, bancários e servidores federais protestaram contra o que consideram ser um retrocesso nos direitos do trabalhador. Cerca de 50 pessoas estiveram presentes ao ato público, cujo objetivo é, juntamente às demais manifestações realizadas pelo Brasil, repercutir junto ao Legislativo Federal para impedir a aprovação da lei.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Robson Marques, os trabalhadores das instituições bancárias são alguns dos mais afetados pelo que propõe a lei, que permite a terceirização das "atividades fins", ou seja, das vagas ocupadas por profissionais que cumprem as funções mais importantes das empresas. "Com a consumação do que quer o deputado Sandro Mabel, serão afetadas as conquistas trabalhistas deste país. No setor bancário, funções de caixa poderão ser terceirizadas. Isto prejudica não só o trabalhador, mas também a população, pois o serviço se torna cada vez mais precário." Os bancários estão à frente dos protestos contra o projeto de lei desde março deste ano, tendo reforçado o repúdio à PL 4.330 durante os protestos liderados por organizações de trabalhadores no mês passado.
Entre os professores, o receio é de que as terceirizações, que até o momento não atingem o setor, sejam adotadas por estados e municípios e prejudiquem a luta da classe por melhores salários e condições de trabalho. Péricles Lima, representante do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro). Para o diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Eleandro Ferreira, o "convívio com terceirizações é uma realidade que atinge a maior parte dos trabalhadores, não estando livres os profissionais de educação.

