
Um grupo de servidores da segurança pública realizou um protesto, na tarde desta quarta-feira (6), e ocupou o Palácio da Liberdade, sede do Governo de Minas, em Belo Horizonte. Entre as categorias que participaram da manifestação estavam bombeiros, policiais militares e civis e agentes penitenciários. De acordo com informações da imprensa da capital, as reivindicações pediam a reposição de perdas salariais acumuladas pelas diversas carreiras em questão, o fim do escalonamento no pagamento dos servidores dos servidores, com o pagamento dos subsídios incidindo até quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado. A Tribuna tentou contato com a Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra) e com o Governo para uma avaliação da mobilização, mas não obteve retorno de ambas as partes.
Ainda de acordo com a mídia belo-horizontina, após a ocupação, o Palácio da Liberdade foi evacuado, e os servidores que trabalham no local deixaram seus postos. O protesto teria contado com a participação de cerca de três mil pessoas, o que comprometeu o trânsito no entorno da sede do Governo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As informações iniciais dão conta de que ninguém teria se ferido durante a mobilização. Até a edição deste texto, um grupo de manifestantes permanecia mobilizado com o intuito de pernoitar no local em barracas e acampamentos. O objetivo inicial é o de manter a ação até que os pleitos apresentados sejam atendidos pelo governador Fernando Pimentel (PT).
O modelo de escalonamento no pagamento dos salários dos servidores estaduais foi divulgado pelo Estado ainda em janeiro de 2016, diante de dificuldades financeiras enfrentadas pelos cofres mineiros. Inicialmente, a contingência teria validade até maio daquele ano passado. Contudo, o modelo de parcelamento ainda está em vigor, e os servidores permanecem recebendo seus vencimentos de forma fracionada. Para aqueles que ganham até R$ 3 mil, a quitação é feita em parcela única. Já para os funcionários cujos subsídios variam de R$ 3 mil a R$ 6 mil, os depósitos são feitos em duas vezes. Por fim, os profissionais com vencimentos superiores a R$ 6 mil recebem em três parcelas.
