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Servidores municipais decidem greve na terça

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Servidores municipais voltam a paralisar as atividades nesta terça-feira (7). Eles se reúnem em assembleia na Praça da Estação, às 8h, para deliberar sobre a deflagração de greve geral. A mobilização ocorre de forma unificada entre as categorias que integram o Fórum Unificado das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora, composta por sete sindicatos. Em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (6), os diretores expuseram a indignação com a resistência do Executivo e sinalizaram que a greve é “inevitável”. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) não abre mão de usar a lei eleitoral para propor o reajuste de 2016. Após duas consultas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a recomposição em relação à Lei das Eleições, o Executivo segue entendimento do órgão de que o reajuste se restringe apenas à revisão das perdas inflacionárias acumuladas de janeiro até a data efetiva da concessão do reajuste.

[Relaciondas_post]Durante a entrevista coletiva, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, afirmou que a ofensiva pretende mostrar a unidade dos movimentos. “Todos os prefeitos, no passado, deram a reposição do período inflacionário no ano eleitoral, e nunca tiveram que depor ou prestar justificativa. Em momento nenhum estamos falando de ganho real. Estamos reivindicando apenas as perdas inflacionárias. A Prefeitura dá um tiro no pé quando vai buscar um parecer que não é conclusivo, usa como se fosse lei e quer sair punindo os servidores com essa medida”, disse. Amarildo afirmou ainda que o reajuste de 11,07% concedido aos servidores da Cesama na semana passada demonstra que o discurso da Prefeitura “cai por terra”.

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A coordenadora geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida Oliveira, reforça que a reposição dos últimos 12 meses é um direito constitucional. De forma unificada, os sindicatos ainda vão buscar orientações jurídicas a respeito do parecer emitido pelo TRE, o qual a PJF afirma ser conclusivo. Além do Sinserpu e do Sinpro, participaram da coletiva o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e o Sindicato dos Arquitetos. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Água de Juiz de Fora (Sinágua) garantiu a participação no ato, já que não houve assinatura de acordo coletivo e considerou que o reajuste foi concedido de forma “unilateral”.

Em nota, a PJF afirma que, por força da decisão judicial, que estabeleceu o limite da recomposição salarial do funcionalismo entre 01 de janeiro e junho de 2016, a Prefeitura está obrigada a seguir esses valores apontados pela Justiça. Qualquer ato que busque um aumento contra o que determina a decisão, portanto, será um ato ilegal, e o eventual aumento daí proveniente será nulo, prejudicando a totalidade dos servidores. “A administração pública informa que tem o dever legal de agir contra a formação de uma greve que é claramente imprópria, além de lesiva para a população, pois o movimento de alguns sindicatos reivindica benefício contra a lei e contra a decisão da Justiça”, diz a nota.

 

 

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