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Servidor da PJF negocia sem definição de índice de reajuste

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Mês referência para a data-base dos servidores municipais, os primeiros dias de maio significaram a intensificação das negociações entre a Prefeitura e os representantes das diversas categorias que compõem o funcionalismo público. Enquanto o Executivo trabalha para definir um índice único a ser oferecido a todos os servidores, cada sindicato aproveita os encontros na tentativa de avançar em algum ponto específico de sua pauta. Do início do mês até esta quarta-feira (08), todas as categorias terão sentado à mesa de negociação. Apesar de elogiada em várias situações, a disponibilidade do novo Governo em manter um diálogo aberto com os trabalhadores ainda não resultou entendimentos significativos até aqui, o que levou os professores de rede municipal de ensino a cruzarem os braços, com a deflagração de um movimento grevista no último dia 26.

Nesta segunda-feira (06), as conversas foram com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), que representa o maior número de categorias do funcionalismo. Participaram do encontro os secretários de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, e de Fazenda, Fúlvio Albertoni. Apesar de alguns números – bem como seus impactos orçamentários – terem sido colocados na mesa, as negociações permanecem em banho-maria. Segundo o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, entre as reivindicações do sindicato, além do índice de reajuste de 18%, estão outros anseios que exigem rearranjos financeiros como a exigência de revisão de alguns benefícios, entre eles, tíquetes-alimentação, triênios e diárias de motoristas, por exemplo. Amarildo também trabalha para alinhavar acordo com a Procuradoria-Geral do Município, de forma a garantir que as conquistas acertadas na atual campanha salarial também sejam compartilhadas pelos funcionários da Associação de Apoio Comunitário (Amac).

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As conversas nesta terça são com os professores. O encontro estava marcado inicialmente para a última quinta-feira, mas acabou adiado. As partes retomam a negociação para solucionar o impasse que já se arrasta desde a última gestão. Os docentes exigem a adoção imediata do item da Lei do Piso que exige que um terço da jornada da categoria seja destinado a atividades extraclasse. Atualmente, apenas um quarto é reservado para o cumprimento das funções do magistério fora das salas de aula. A PJF alega problemas de ordens orçamentárias e sinaliza com a aplicação da medida a partir de janeiro do ano que vem, impasse que foi o principal motivador da greve que completa 12 dias. Quarta-feira é a vez dos odontólogos e, na sexta-feira, a Prefeitura se reúne com o sindicato que representa os engenheiros. Os médicos fazem assembleia nesta terça, quando devem discutir o resultado da reunião com a PJF realizada na última sexta-feira.

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