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Teori critica ‘espetáculo midiático’

fala do ministro foi na sessao que negou pedido da defesa para retirar o processo do juiz federal sergio moro carlos humberto sco stf

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Fala do ministro foi na sessão que negou pedido da defesa para retirar o processo do juiz federal Sérgio Moro (Carlos Humberto/ SCO/ STF)
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Fala do ministro foi na sessão que negou pedido da defesa para retirar o processo do juiz federal Sérgio Moro (Carlos Humberto/ SCO/ STF)

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Brasília (AE) – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, criticou ontem a atuação dos procuradores da operação Lava Jato durante a apresentação da denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro. Para Teori, houve um “espetáculo midiático muito forte de divulgação” em Curitiba. Na época, Lula foi apontado pelos procuradores como o chefe de uma organização criminosa. “Essa espetacularização do episódio não é compatível nem com o que consta nos autos, nem com a seriedade que se exige na apuração desses fatos”, disse o ministro. A fala do ministro foi feita durante a sessão da Segunda Turma que negou pedido apresentado pela defesa de Lula para retirar do juiz federal Sérgio Moro três inquéritos que apuram possíveis irregularidades cometidas pelo ex-presidente.

Para Teori, os procuradores da Lava Jato “deram a entender” que estariam investigando a organização criminosa por trás do esquema de corrupção da Petrobras, o que não consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público. “Nós todos tivemos a oportunidade de verificar há poucos dias um espetáculo midiático muito forte de divulgação, se fez lá em Curitiba, não com a participação do juiz, mas do Ministério Público, da Polícia Federal, se deu notícia sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder dessa organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa (em Curitiba)”, comentou o ministro.

Teori destacou que o fato já é alvo de investigação no STF – há um inquérito em tramitação no Supremo que investiga a formação de quadrilha no esquema de corrupção da Petrobras. “Aquilo que foi objeto de oferecimento da denúncia efetivamente não foi nada disso. Então realmente houve esse descompasso. Na verdade, se houvesse reclamação (por parte da defesa de Lula), deveria ser contra esse episódio (da apresentação da denúncia pelos procuradores), não contra aquilo que conta nos autos”, disse Teori.

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