Termina neste fim de semana o plebiscito popular, realizado por diversas entidades de esquerda, que pergunta à população se ela é a favor ou contra a realização de uma assembleia constituinte que faça a reforma política. A votação, realizada em diversos pontos da cidade, dentre os quais o principal fica na Rua Halfeld – em frente ao Banco do Brasil – , vai até domingo. A expectativa é de que, até o fim da consulta, mais de dez mil pessoas manifestem sua opinião nas urnas. Até agora, segundo estimativa dos organizadores, metade deste contingente já compareceu a um dos pontos de votação.
A iniciativa busca pressionar a Câmara dos Deputados e o Senado a aprovarem o plebiscito oficial sobre a reforma política. De acordo com as entidades que promovem o escrutínio, a pouca vontade dos parlamentares em mudar o sistema político atual inviabiliza reformas necessárias, o que torna necessária a pressão popular. Os sindicatos, movimentos sociais, partidos e outras instituições envolvidas pedem, sobretudo, o fim das doações de empresas para campanhas, responsável, segundo os organizadores, por atrelar as decisões do Legislativo ao interesse das principais financiadoras dos deputados e vereadores eleitos.
