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Médicos mantêm greve por tempo indeterminado

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A greve de médicos em Juiz de Fora vai continuar por tempo indeterminado. Os servidores de saúde da Prefeitura decidiram ontem, por unanimidade, manter a paralisação dos serviços até que a Administração apresente diretrizes mais concretas em relação à melhoria da carreira da categoria. Em assembleia realizada na Sociedade de Medicina, os profissionais também determinaram a obstrução da votação das três mensagens do Executivo com propostas para o setor em tramitação na Câmara, previstas para serem votadas em três reuniões extraordinárias marcadas para o fim da tarde de hoje. Os projetos em questão dizem respeito ao estabelecimento de critérios para plantão nas unidades de urgência e emergência, à flexibilização da jornada de trabalho da classe médica e à criação da atividade de médico de sobreaviso/diarista. Todos inclusive já haviam sido adiados na última semana, depois que os vereadores se dispuseram a não votar qualquer proposição da PJF até que avançassem as negociações entre os trabalhadores e o Governo e os secretários Cláudio Reiff, de Saúde, e Vítor Valverde, de Administração e Recursos Humanos, comparecessem ao Palácio Barbosa Lima.

"Diante da total ausência de qualquer proposta palatável, decidimos pela continuidade da greve", declarou o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão. "E pedimos aos parlamentares que segurem a tramitação dessas mensagens até que haja uma proposta mais concreta", completou mais tarde, num apelo aos vereadores José Fiorilo (PDT) e José Tarcísio Furtado (PTC), representantes da bancada médica, que marcaram presença na audiência. Para o secretário-geral do Sindicato dos Médicos, Geraldo Sette, as questões contempladas nas três mensagens são "subalternas" em relação à questão salarial, às condições de trabalho e à valorização da carreira. "Esses é que são os pontos centrais da nossa greve."

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Antes da decisão por obstruir as matérias, os médicos reivindicaram a supressão, nos textos, dos artigos que determinam a verificação da frequência por meio do ponto biométrico. Dessa forma, mesmo que na última hora as lideranças governistas consigam derrubar os pedidos de adiamento e as mensagens entrem em votação ainda hoje, serão apresentadas emendas retirando a exigência da biometria. "Estamos diante de um prefeito insensível. Mas somos três vereadores médicos. Com apoio de mais quatro, a gente consegue apresentar uma emenda para acabar com a biometria", afirmou José Tarcísio. "O prefeito pode até vetar, mas a gente derruba o veto." Além do apoio dos integrantes do Legislativo, a mobilização também contou com respaldo do Conselho Municipal de Saúde e da Ouvidoria Municipal de Saúde, que entregou ofício ao sindicato afirmando que "apoia as reivindicações da classe médica".

 

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