
Para Pestana, país não pode ter a cara de Dilma (FERNANDO PRIAMO)
Margarida diz abertura de processo é retaliação ao PT (LEONARDO COSTA)
Wadson vê na ação a bandeira do golpe (FERNANDO PRIAMO)
O acolhimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), ecoou na bancada juiz-forana no Congresso. Integrantes da base do Governo, os deputados Margarida Salomão (PT) e Wadson Ribeiro (PCdoB), classificaram a movimentação de Cunha como oportunista e revanchista. “A bandeira do impeachment é a bandeira do golpe”, resumiu Wadson em vídeo postado nas redes sociais, em que lideranças do PCdoB afirmam estar mobilizadas pela manutenção do mandato presidencial, definido pela via democrática.
Também pelas redes sociais, Margarida fez uma série de postagens defendendo a presidente, compartilhando, inclusive, o discurso feito por Dilma na noite da última quarta-feira. A parlamentar lembrou ainda o fato de o presidente da Câmara ter acolhido o pedido de impeachment no mesmo dia em que a bancada do PT anunciou voto pela continuidade do processo de cassação de Cunha em andamento no Conselho de Ética da Casa.
“É dantesco que o sujeito que vem chantageando o Governo desde que assumiu a cadeira de presidente da Câmara, que com a desculpa de independência do Legislativo impõe suas vontades e manobra o regimento, tenha a desfaçatez de dar prosseguimento ao processo do impeachment em retaliação ao PT”, publicou a deputada petista, que também compartilhou a hashtag “#nãovaitergolpe” e conclamou a militância às ruas.
Do lado da oposição, o deputado Júlio Delgado (PSB) integra comitiva que viaja por Israel e comentou superficialmente o cenário conturbado. “Com certeza ao desejar estar neste momento junto aos meus, no Brasil, desempenhando o trabalho que a sociedade espera de nós nesse caos de lama brasileiro, estou num lugar que tem os maiores conflitos do mundo e que nem de longe se comparam ao que viveremos no Brasil nos próximos dias. Vale o exemplo daqui, não adianta querer retaliar criando mais um conflito.”
Outro deputado da cidade, Marcus Pestana (PSDB) manteve o discurso adotado desde as eleições do ano passado. O tucano afirmou que o Governo petista perdeu a capacidade de gestão e pregou a necessidade de mudanças. “O Brasil do futuro não pode ter a cara de Dilma, Eduardo Cunha e Renan Calheiros (presidente do Senado, PMDB). O Brasil dos nossos sonhos precisa ser reinventado a partir do fim do presente ciclo.”

