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Câmara recebe ato em defesa da Petrobras

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Um dia após a presidência da Câmara acolher pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), a Câmara Municipal de Juiz de Fora realizou ontem audiência pública para debater a situação da Petrobras, principal foco dos escândalos ligados à Operação Lava Jato. Proponente do debate, o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT) classificou as conversas como um “ato político em defesa da Petrobras e da nação”. Para debater o atual cenário da empresa, o Legislativo convidou o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Leonardo Urpia. Com um discurso técnico, o sindicalista deixou posicionamentos ideológicos e usou números e estatísticas para defender o controle da companhia pelo Estado e contestar prognósticos de que a empresa estaria “quebrada”.

Para isso, Urpia traçou um histórico da exploração de Petróleo do Brasil e afirmou que o setor sempre enfrentou resistência do lobby do capital internacional. Sobre a atual situação financeira da empresa, o sindicalista afirmou que os maiores problemas de caixa da companhia dizem respeito à variação cambial e a queda do valor do barril de petróleo no mercado internacional. Segundo ele, ao contrário do que alguns setores pregam com intuito de desvalorizar a Petrobras e atender a anseios de setor privado, a dívida da empresa, quando calculada em dólar, não teve variações no último ano e permanece na casa dos US$ 105 bilhões. Entre outros pontos, o diretor da FUP destacou os riscos de dois projetos de lei em tramitação no Congresso, que podem tirar da Petrobras a prerrogativa de ser a única exploradora do pré-sal e facilitar a privatização de estatais.

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Após a audiência pública, o debate sobre o cenário nacional prosseguiu durante a sessão ordinária da Câmara. O vereador Léo de Oliveira (PMN) discursou contrário a um possível afastamento da presidente Dilma Rousseff. “Tivemos corrupção em todos os governos anteriores. O único que teve a coragem de investigar é o da presidente. A Dilma está em Brasília pois foi legitimada pelo voto do povo. Quem perdeu, perdeu. Que espere as próximas eleições”, afirmou, citando o grupo do senador Aécio Neves (PSDB). Betão também saiu em defesa da manutenção do mandato de Dilma. “A presidente que não é citada individualmente em nada é acusada por um presidente (da Câmara) cheio de denúncias. As tentativas de derrubar o Governo têm os mesmos objetivos daqueles que querem destruir a Petrobras”, afirmou o parlamentar.

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