Os estudantes da UFJF elaboraram uma carta que compila todos os acordos realizados entre Reitoria e Movimento Estudantil. O objetivo é que o reitor Júlio Chebli assine o documento, garantindo que as demandas serão atendidas. “Se ele assinar, nós iremos desocupar a Reitoria. Queremos ter esse documento comprovando o compromisso do reitor para que, mais a frente, ele não volte atrás”, esclareceu a estudante Letícia Rodrigues, membro da Comissão de Comunicação do Ocupa UFJF. Até o fechamento desta edição, os estudantes estavam reunidos com o vice-reitor, Marcos Chein, e com a pró-reitora de Apoio Estudantil e Educação Inclusiva, Joana Machado. A conversa sinalizava para a assinatura do documento e liberação do espaço nas próximas 24h.
A elaboração da carta foi decidida em assembleia realizada na última terça-feira, após os alunos se reunirem com a administração e receberem sinalização positiva sobre os pontos exigidos como condição para a desocupação. A primeira garantia defendida pelos discentes é que todos aqueles que tenham perfil socioeconômico para receber o apoio estudantil sejam efetivamente contemplados, “independente do orçamento” da instituição. Júlio Chebli disse que, com o recurso atual, não há como garantir a cobertura integral. Porém, prometeu empenhar esforços para complementar a verba de R$ 18 milhões.
O movimento divide opinião entre os alunos da UFJF. Um estudante, que preferiu ter o nome preservado, disse se sentir prejudicado pelo Ocupa UFJF. “Ficam na porta das salas, batendo instrumentos e atrapalhando nosso aprendizado. Enquanto, durante a ocupação, chegam vários convites de festas na Reitoria.” Já a aluna de ciências contábeis Laiza Rezende, 18 anos, afirma que muitas conquistas foram possíveis após a ocupação. “Eles estão lutando pelos nossos direitos e já conseguiram ações efetivas como o pagamento emergencial das bolsas do apoio.”
