Ícone do site Tribuna de Minas

MEC ameaça cortar verba para JF

PUBLICIDADE

Juiz de Fora poderá deixar de receber os recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate), do Governo federal, caso não regularize a situação do conselho de acompanhamento e controle social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb). O alerta foi dado na última terça-feira, pelo Ministério da Educação (MEC), que apontou outros três mil conselhos municipais e estaduais em situação irregular junto ao órgão. Segundo informações da Secretaria de Educação, o processo de regulamentação da cidade não é atualizado há seis anos.

De acordo com a assessora técnica dos conselhos municipal de Educação, de Alimentação Escolar e do Fundeb, Cibele Manso Guedes, os três órgãos encontram-se com seus cadastros defasados junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) desde 2007. "Uma equipe da Secretaria de Educação foi até Brasília para obter orientações a respeito do trâmite e estamos organizando novas eleições. Tão logo forem concluídas, a situação do município será regularizada", afirma. O atraso no trâmite poderá prejudicar o município porque a análise dos recursos enviados pelo MEC é de responsabilidade dos conselhos.

PUBLICIDADE

Conforme a Lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb e determina a instituição dos conselhos, eles são responsáveis por acompanhar a distribuição e a aplicação dos recursos do fundo. Também cabe a eles monitorar a execução do Pnate e emitir parecer sobre as prestações de contas de estados e municípios que recebem financiamentos do programa. O processo está sendo acompanhado pela coordenação geral de operacionalização do Fundeb e de acompanhamento e distribuição do salário-educação, para que não haja novas falhas no processo.

Baixa procura

Para Cibele Guedes, um dos grandes problemas enfrentados atualmente pelo município está relacionado com a falta de pessoas interessadas em exercer os cargos dentro dos conselhos, o que atrasa ainda mais o processo de eleição e, consequentemente, de regularização. "É necessário realizar toda a composição antes de nomear os cargos. O fato da situação estar defasada prejudica ainda mais, porque, muitas vezes, não temos acesso àqueles que exerciam os cargos anteriormente", comenta. Segundo a Secretaria de Educação, o tempo de mandato nos conselhos pode variar de dois a quatro anos e um mesmo membro pode exercer a função até duas vezes seguidas.

Sair da versão mobile