As comissões temáticas da Câmara Municipal bem como seus respectivos presidentes foram definidos nesta sexta-feira (4), e os vereadores já estão prontos para iniciar efetivamente os trabalhos de proposição de leis e trâmites de matérias na nova legislatura. No mesmo dia também foram apontadas as lideranças partidárias e escolhido o ouvidor da Casa, Rodrigo Mattos (PSDB), que terá como suplente Wanderson Castelar (PT). Ao contrário do esperado, que era a conclusão dos procedimentos na próxima semana, os vereadores deste mandado demonstraram que estão com pressa, surpreendendo até mesmo o presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB). A escolha do principal responsável por cada uma das 13 comissões ocorreu com tranquilidade, e o único impasse ficou por conta da definição da presidência da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, tradicionalmente uma das mais disputadas.
O mal-estar foi causado depois que o vereador Noraldino Júnior (PSC) anunciou em plenário a escolha de seu nome como presidente da comissão. O comunicado desagradou Chico Evangelista (PP), que integra o grupo juntamente com o novato Antonio Aguiar (PMDB). "Fiquei indignado. Noraldino já tinha acordo com o doutor Antonio Aguiar, e ninguém discutiu isso comigo. Todas as outras comissões conversaram para decidir quem seriam os presidentes, e nós não conversamos nada. Acho que isso poderia ter sido conduzido de outra forma", desabafou Chico Evangelista.
Como as comissões são formadas por apenas três integrantes, basta consenso entre dois, no entanto, o vereador do PP questionou o fato de Noraldino ter conduzido a conversa com Aguiar sem incluir seu nome. Colocado em saia justa, Aguiar se defendeu dizendo que se propôs a ajudar Noraldino em uma conversa informal há duas semanas, mas que não se sentiria bem em ter que voltar atrás . A informação de que Noraldino teria procurado o colega antes mesmo que houvesse a posse e a composição dos grupos também desagradou os colegas. "Se a reunião foi hoje, como essa conversa pode ter ocorrido duas semanas atrás? A estrutura dos nossos aconchavos não foi feita assim. Todos nós conversamos hoje. Noraldino já é presidente da comissão há quatro anos e soa estranha essa permanência", questionou Ana Rossignoli (PDT).
O vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT) também tomou as dores de Evangelista e disse que "alguns vícios de legislatura não devem persistir". Noraldino se defendeu dizendo se tratar de um mal entendido e que apenas manifestou seu interesse e Aguiar concordou em apoiá-lo.
Líderes dos partidos são indicados
Fora a situação embaraçosa envolvendo a Comissão de Legislação, Justiça e Redação, a composição das outras comissões permanentes ocorreu seguindo as áreas de atuação e interesse dos legisladores. Na saúde, por exemplo, foram escolhidos os médicos Antônio Aguiar (PMDB), José Fiorilo (PDT) e também Cido Reis (PPS). Já na comissão de educação, os professores Roberto Cupolillo (PT), Ana Rossignoli (PDT) e Jucélio Maria (PSB) assumiram. A conclusão da indicação das lideranças pelos partidos também foi concluída, faltando apenas a definição de quem será o líder do Governo, indicado por Bruno Siqueira (PMDB).
Dos 13 partidos com representatividade na Câmara Municipal, oito (PMN, PPS, DEM, PSDB, PV, PR, PP e PSB) têm apenas um vereador eleito, o que coloca esses nomes automaticamente como liderança. Nos demais, as escolhas apontaram para acordos entre os próprios parlamentares, revezamento ou encaminhamento dos vereadores com mais experiência na Casa, como Noraldino Júnior (mais antigo do PSC), que foi reeleito, e Pardal (PTC), que já foi legislador, já que os companheiros de partidos são novos vereadores.
