
Pardal também abdicou do 14º e 15º
Mais dois vereadores engrossaram a lista dos que vão abrir mão dos chamados "penduricalhos" pagos aos legisladores municipais. A novidade é que, além de Wanderson Castelar (PT), primeiro a apresentar o requerimento, Jucélio Maria (PSB) e Noraldino Júnior (PSC), que já haviam anunciado em plenário o posicionamento e tiveram os pedidos formalizados ontem, José Márcio Guedes (PV) e Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), também decidiram abdicar das duas parcelas de R$ 15.031,76, referentes ao 14º e 15º salários que cada parlamentar tem direito no início e no final de cada ano.
Apesar de haver projeto de lei com o objetivo de cortar os penduricalhos – também conhecidos como auxílio-paletó – e do fortalecimento do movimento em prol da moralização dos gastos da Câmara Municipal, tudo indica que o primeiro pagamento anual, feito em janeiro, seja pago aos demais vereadores nos próximos dias. Isso porque o projeto – apresentado na última legislatura – ainda não retornou à pauta de votação.
De autoria dos vereadores Castelar e Noraldino e do ex-vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB), a proposta recebe reforço com a adesão de José Márcio, Jucélio e Pardal, que não estavam na Câmara nos últimos quatro anos, mas entram seguindo o apelo do eleitorado. Apenas neste mês, esses cinco parlamentares serão responsáveis por economia de R$ 75.158,80 à Casa. Em quatro anos, eles vão devolver R$ 601.270,40.
"Além de mim, outros quatro já renunciaram aos penduricalhos, mas temos colegas contrários. Quem pode fazer a diferença agora é a população e as organizações sociais, porque não podemos ter expectativas de que a votação do projeto ocorrerá sem dificuldades", alerta Castelar. Noraldino faz coro, mas acredita que José Márcio e Pardal reforçam o grupo e contribuem para reduzir a possibilidade de que alguma proposição com o intuito de retomar o pagamento das reuniões extraordinárias – que deixaram de ser pagas nesta legislatura – seja cogitada.

